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De 14 a 20

São Batuque retoma festival após dois anos

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Foto/Imagem:
Malu Oliveira, Edição/Via La Pauta Comunicação - Foto Divulgação

Nos dias 14, 16, 18, 19 e 20 de novembro, durante o mês da Consciência Negra, acontece um dos mais tradicionais encontros de cultura afro-brasileira no Distrito Federal, o Festival São Batuque 2022. Em sua 15ª edição, traz de volta a versão presencial do evento, reunindo o público candango com uma extensa programação para celebrar as matrizes africanas e populares.

Mulheres nos palcos
A cada ano, o festival apresenta surpresas em sua grade. Nesta edição, não será diferente. Entre as várias artistas, uma reunião feminina de peso ocupa os palcos do evento. “As expectativas são enormes. Tanto a Tamá, minha tia, referência na cidade como compositora, movimentadora cultural e parte da resistência, como a Emília Monteiro, outro referente da música popular brasileira, são inspirações para mim. Participar de um projeto tão importante, com um Boi só de mulheres, é uma honra”, revela a percussionista Larissa Umaytá, integrante da programação do festival.

Ocupação de territórios
Com realização do Instituto Rosa dos Ventos, e apoio da Fundação Palmares, o festival investe na diversidade, característica comum a todas as produções do Circuito Candango de Culturas Populares, do qual faz parte. Não se trata apenas de um encontro com atrações musicais nacionais e internacionais. São várias atividades com distintos propósitos, distribuídas por diversos territórios culturais, para aproximar ainda mais a população de todas as idades de suas raízes profundas. Entre os espaços, destaca-se a Praça dos Orixás, importante ponto de cultura, ocupado pela Rosa dos Ventos com um calendário anual: Festas das Yabás, Festa das Águas e São Batuque.

Programação variada
Assim, o São Batuque 2022 tem quatro atividades formativas com inscrições via formulário: Oficina de Ervas com Babá Felipe de Logun Edé, Oficina de Dança Cigana com Grupo Alma Cigana, Oficina Aguaria – Agbelas e Sereiada – com Gio Paglia e Júnia Cascaes e, por fim, Oficina de percussão com o artista nigeriano Ìdòwú Akínrúlí.

O encontro oferece ainda um Bate-papo com Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais de Terreiro, além de uma Roda à Ancestralidade com Yás do Distrito Federal e a exibição do documentário Terras Diversas.

Haverá também uma atividade sagrada de celebração: Toque para Exú com o Coletivo de Yás – um ponto de encontro entre apresentações de artistas, que conta, inclusive, com o relançamento do disco Exú Monumental de Seu Estrelo. “Laroyê! Exu é o mediador entre os mundos, quem possibilita o convívio fecundo entre as diferenças. Ele é o homenageado do São Batuque este ano. Sempre é tempo de reencantar o mundo. De transformar o grande terreiro Brasil em algo único e imenso. É tempo de ocupar a Praça dos Orixás com seu poder de cantar o sagrado”, celebra Renata Rosa, uma das grandes atrações do festival.

Além dessa atividade, está o Ato pela Praça dos Orixás com Filhos de Axé. E para as crianças, haverá o Espaço Erê com Contação de História e Roda de Capoeira Infantil com o Coletivo Marias Chuás. Já para todos os públicos, apresentações artísticas locais como Sambadeiras de Roda (grupo composto somente por mulheres), Filhos de Dona Maria, Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro, bem como nacionais: Renata Rosa convidando a Josy Caldas e Ogãn Helder Amendoim.

Mês da Consciência Negra
E para fazer jus a um dos meses mais importantes do calendário anual, o festival São Batuque dedicou a programação do dia 20 de novembro especialmente ao Mês da Consciência Negra com artistas do DF – Bumba Maria Meu Boi com participação de Larissa Umaytá e Emília Monteiro; Zenga Baque Angola; Samba Candango de Breno Alves convidando Mestra Martinha, Mestre Gilvan, Mestra Tamá e Teresa Lopes – e, diretamente do Rio de Janeiro, a atração nacional Awurê.

Além disso, a população presente também poderá desfrutar das tradicionais Feira de Artesanato e Feira Gastronômica.

“É a primeira do Awurê no DF e para nós é muito importante estar na Praça dos Orixás, falando de Exú. Estamos levando nosso show Encruzilhadas, que fala de Exú e quebra esse mito de associá-lo ao demônio. Então, mostramos quem é esse Orixá tão próximo da existência humana, convocando o povo de Axé a estar na praça conosco”, relata Fabíola Machado, integrante do grupo.

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