Estatísticas mortuárias
Senhores da guerra, como Trump, acabam com a vida para se manter no poder
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Enquanto o arrogante republicano esquece de governar seu país e fracassa aqui e ali na luta contra os aiatolás, o mesquinho judeu, esquecendo o passado de vosso povo, se mantém determinado a dizimar uma nação inteira. E nosso dia a dia segue seu tortuoso caminho rumo ao nada. E, como dizem os filósofos, quem começa a guerra e lucra com ela raramente pisa no campo de batalha. Na verdade, em um conflito, quem paga com a vida nem gostaria de estar lutando.
São variados os pretextos e certamente muitos serão os fracassos da humanidade e, principalmente, dos senhores da guerra. Para eles, pouco importa os custos e as vidas. Além da estatística mortuária, o que Donald Trump e Benjamin Netanyahu ganharão após o fim da invasão ao Irã, à Palestina e ao Líbano? O Prêmio Nobel da Paz está fora de cogitação. Estátuas ou bustos de bronze nas principais praças de Washington, Nova York ou Tel Aviv nem pensar. Elas seriam derrubadas no dia seguinte.
Heróis? Nem dos quadrinhos, como chegou a se imaginar Trump ao disseminar uma foto vestido de Jesus. Mais para Judas, depois de atacar gratuita e grosseiramente o papa Leão XIV talvez sobre para Trump uma vaguinha de súdito do Satanás no “Capetólio”. Associados ao russo Vladimir Putin, os líderes norte-americano e israelense são a exata confirmação da máxima dos pensadores que definem a guerra como estado primitivo e natural.
Segundo os filósofos, enquanto o homem for um animal, viverá por meio de lutas e à custa dos outros, ao mesmo tempo em que temerá e odiará o próximo. Tudo a ver com cidadãos do tipo. Para eles, a vida sempre será uma guerra. Se matamos uma pessoa, somos assassinos. Juntos, os três citados líderes matam milhões e querem ser vistos como heróis. Pior do que a monstruosa sandice dos que determinam massacres é a guerra de narrativas e a apatia do mundo globalizado.
No Brasil, o sofrimento de milhares de iranianos, israelenses e libaneses é simbolicamente comemorado pelos apoiadores nada simbólicos de Trump e de Netanyahu. Do sofá de suas refrigeradas salas ou dos gabinetes políticos liberados para reuniões e convescotes de militantes patriotas, eles veem muito mais importância nas estratégias militares, nas modernas modalidades de bombardeio e na nova geração de drones que nas vidas perdidas. Morreram? Azar o deles!
Para sorte do mundo, os americanos, cansados da arrogância do presidente que elegeram (?), começam a ocupar ruas, praças, avenidas e até o calçadão defronte a Casa Branca. Diferente dos brasileiros, alguns eleitores de Trump pedem o fim da guerra e o massacre de inocentes. Além de estar até o topo com as bravatas do magnata republicano, a maioria do povo dos Estados Unidos teme pelos custos da guerra e, sobretudo, com a possibilidade real de uma derrota ainda mais acachapante do que foi a do Vietnã, em 1973.
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Misael Igreja é analista de Notibras para assuntos políticos, econômicos e sociais