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Saúde

Sinais do inconsciente que não se evitam

Vinícius Francis

Temos um constante conflito com nossas emoções, pois não aprendemos a aceitá-las, tampouco compreendê-las. Na visão de alguns, emoções como a raiva, por exemplo, devem ser reprimidas, impedidas de se manifestarem, pois ela é interpretada erroneamente como uma emoção ruim, mas não é.

A raiva é a manifestação do seu instinto natural de defesa. Sentimos raiva toda vez que nos vemos ameaçados, feridos, confrontados. É uma reação inconsciente de autopreservação. A forma como você trabalha ou sente é outra história. Mas, a emoção em si é funcional. Emoções são reações, então, nunca é saudável reprimi-las, quaisquer que sejam elas. Se você está sentindo raiva, se permita sentir raiva, não pressione isso para baixo, porque raiva é força. Força pra reagir, para se defender, para se posicionar com firmeza.

Se é medo, sinta o medo, veja o que ele tem a te dizer, ouça-o, nunca o reprima, porque rejeitar o que sente é rejeitar você mesmo. Se é tensão, escute o seu corpo, por que ele está tenso? Se é insatisfação, escute, pare, sinta, dê ao seu ser a oportunidade de conversar com você e ele faz isso através das emoções.

Aceitar o que sente é se tornar seu amigo, é estar presente para si mesmo. Porque se permitindo sentir você tem a chance de compreender o que se passa dentro de si mesmo. E é compreendendo que você poderá se ajudar. O problema é que não fomos estimulados a nos ouvir, a prestar atenção ao que sentimos. E nosso corpo conversa conosco, mas não em palavras, e sim, através de sensações. Assim é com a alma, espírito, essência divina.

E claro, num mundo onde somos treinados a irmos contra o que sentimos é uma tarefa meio complicada ser nosso amigo. Apoiar-se, muitas vezes, significa ir contra tudo o que foi posto em nossa cabeça como sendo o correto, mas o correto é o que funciona. E reprimir emoções, definitivamente não é algo funcional. Pelo contrário, cria doenças, de todos os tipos. As patologias nada mais são do que desequilíbrios emocionais que se refletem no corpo.

Então, entender-se emocionalmente é um passo decisivo para uma vida satisfatória. Quando falamos de saúde, inevitavelmente falamos de equilíbrio.

Todos buscamos isso, de alguma forma. Mas, equilíbrio, sem aprender a se ouvir, não pode ser alcançado. Por exemplo, se você não souber entender sua raiva por algo não ter ido como planejou, ela provavelmente não será digerida e convertida em aprendizado e maturidade, pelo contrário, vai ficar presa em seu corpo. E isso vira mágoa. Com o tempo, a mágoa cria o câncer, por exemplo. Porque mágoa é o orgulho que não aceita os fatos como são ou como se apresentaram a nós, em dado momento.

E a não aceitação, não cria somente câncer, mas também a depressão, que é quando eu empurro minha alma para baixo, é a raiva não digerida e voltada contra mim, inconscientemente me agredindo na tentativa de chamar a atenção da vida para o meu sofrimento. E para chamar a atenção dela, nada melhor do que ferir ela mesma em nós, ou seja, nossa alma. E essa não aceitação dos fatos se transforma em não aceitação à vida, daí eu me restrinjo emocionalmente, lançando-me no fundo do poço. Então, perco a minha habilidade de sentir, e isso é depressão, ausência de alma.

Percebe o quanto prestar atenção ao que sente pode evitar muitos problemas? Que tal ser mais atento a si mesmo a partir de hoje? A melhor forma de se valorizar e de mostrar que está ao seu lado é dando importância àquilo que sente, seja bom ou ruim, quem sente é você, então, se há amor próprio aí, logo, o seu sentir sempre será relevante.

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