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Brasília

Suspeito de agredir mulher, Admar desiste de ser ministro do TSE

Foto/Arquivo Notibras
Carolina Paiva

Acusado de lesão corporal em um caso de violência doméstica, o ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que desistiu de ser reconduzido ao cargo por mais dois anos. Cabe ao Supremo aprovar a lista tríplice que será analisada pelo presidente Jair Bolsonaro, que define os nomes dos ministros representam os advogados.

Ao longo das últimas semanas o assunto vem sendo discutido internamente por ministros, tanto do TSE quanto do STF, com máxima discrição. Dentro do Supremo, a avaliação é a de que o gesto de Admar foi uma forma de preservar as instituições – e a própria imagem do ministro, que chegou a ser aconselhado por colegas a desistir da recondução.

O processo em que Admar é acusado de agredir sua ex-esposa tramitava no Supremo até a semana passada, quando o ministro Celso de Mello decidiu enviá-lo para o Tribunal de Justiça do DF, por entender que o caso não se encaixa no novo entendimento do foro privilegiado, que só vale para os crimes cometidos no exercício do mandato e em função do cargo.

O presidente Jair Bolsonaro terá de escolher nas próximas semanas dois novos ministros para o TSE. Os mandatos de Admar e Tarcísio Vieira se encerram, respectivamente, em 27 de abril e 9 de maio. Ambos pertencem à classe dos advogados, que conta com duas cadeiras na Corte Eleitoral – os outros cinco ministros que integram o TSE vêm do Supremo e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que compõem tribunal em um esquema de rodízio.

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