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Beberibe

Suspeitos de atentado contra vereador em Mossoró são presos

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Autor/Imagem:
Malu Oliveira - Foto Divulgação

Dois homens suspeitos de balear o vereador Cabo Deyvison (PL) e matar o assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais foram presos na tarde desta terça-feira (16) no município de Beberibe, no Ceará. A captura ocorreu na rodovia estadual CE-040, a cerca de 160 quilômetros de Mossoró (RN), local onde o crime foi praticado. Os investigados, identificados como José Antônio da Costa e Vinicius Gabriel da Silva Freitas, confessaram a participação direta no ataque no momento da abordagem policial.

A prisão foi resultado de uma ação integrada entre as Polícias Militares do Rio Grande do Norte e do Ceará, que montaram um cerco logo após o atentado. Os suspeitos fugiam em direção ao território cearense dentro de um táxi quando foram interceptados por equipes da PM de Beberibe, com o suporte do Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) e de um helicóptero de segurança. Os dois homens e o taxista foram conduzidos à delegacia local e já estão em processo de transferência sob forte escolta armada de volta ao Rio Grande do Norte.

O violento atentado aconteceu por volta das 22h da última segunda-feira (15), em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel, em Mossoró. Na ocasião, o vereador Cabo Deyvison, de 37 anos, acompanhava uma mulher e uma criança que necessitavam de atendimento médico. O parlamentar realizava uma transmissão ao vivo em suas redes sociais quando um veículo se aproximou e os ocupantes efetuaram múltiplos disparos contra as vítimas.

O assessor Alyson Dyego, também de 37 anos, era quem gravava o vídeo no momento dos tiros; ele chegou a receber socorro médico na própria unidade de saúde, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu. Já o vereador foi atingido por dois projéteis na região das pernas. Após os primeiros socorros na UPA, o político foi transferido de ambulância para o Hospital Regional Tarcísio Maia, onde seu quadro de saúde permanece estável e sem risco de morte, conforme nota divulgada por sua assessoria.

Deyvison Thalles Martins do Nascimento, conhecido publicamente como Cabo Deyvison, exerce o seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Mossoró após ser eleito no pleito de 2024. Ele pertence aos quadros da Polícia Militar do Ceará desde o ano de 2013, encontrando-se atualmente licenciado de suas funções militares para o exercício da atividade parlamentar. A Polícia Civil potiguar confirmou que o alvo principal e exclusivo dos atiradores era o vereador licenciado.

Uma das principais linhas de investigação conduzidas pela Delegacia de Homicídios apura se a motivação do atentado está diretamente vinculada a denúncias recentes feitas pelo parlamentar na tribuna. Cabo Deyvison vinha expondo publicamente e cobrando ações contra as atividades de facções criminosas que operam em diferentes bairros de Mossoró. O veículo utilizado pelos criminosos para a fuga inicial foi localizado abandonado no bairro Alameda dos Cajueiros poucas horas após o crime e passará por perícia técnica especializada.

A brutalidade da ação foi evidenciada pelos vestígios materiais coletados na cena do crime, onde os peritos recolheram um carregador de munição calibre 5.56, de uso restrito e comumente utilizado em fuzis de alto poder de destruição. Marcas visíveis de impactos de bala ficaram espalhadas pela estrutura de entrada da UPA, assustando frequentadores. As autoridades de segurança confirmaram que armas pesadas foram empregadas pelos executores para garantir a letalidade do ataque em via pública.

O delegado responsável pelo inquérito, Renato Oliveira, classificou o episódio como um ato bárbaro e de extrema ousadia, destacando que os criminosos colocaram em risco iminente a vida de dezenas de pacientes, acompanhantes e funcionários que estavam na unidade de saúde. Diante da gravidade, as forças de segurança do Rio Grande do Norte informaram que as diligências operacionais e as investigações continuam em andamento na região para identificar possíveis mandantes ou outros envolvidos no suporte logístico do crime.

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