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TCE constata que o transporte público é ruim e critica Agetransp

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Que o transporte público no estado do Rio de Janeiro é de péssima qualidade, todos os passageiros estão “cansados” de saber. Agora, quem constatou o que para a população é óbvio, foi o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), conselheiro Jonas Lopes de Carvalho Júnior, órgão que fiscaliza o uso do dinheiro público por parte do governo estadual e prefeituras. Segundo ele, “o povo do Rio é transportado de forma subumana em trens, metrô, barcas e ônibus intermunicipais. O transporte precisa ser feito com mais respeito e segurança. O interesse dos usuários não é levado em consideração”, afirmou Júnior, em entrevista que foi ao ar na TV Alerj na noite da última sexta-feira.

O presidente do TCE contou ainda que em uma ação inédita, em fevereiro de 2013 – antes das manifestações de junho que tomaram conta do Rio e do país contra o aumento das passagens e a má qualidade do transporte público – o órgão fez uma série de auditorias em todo o sistema de transporte fluminense. A fiscalização detectou problemas como falta de mão de obra nas agências reguladoras para fazer controle efetivo do serviço prestado à população, ausência de pesquisas para medir o grau de satisfação dos usuários, pouca segurança e falta de dados confiáveis.

O resultado da pesquisa atinge diretamente a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviário, Ferroviário, Metroviário e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp), cuja função é fiscalizar o transporte coletivo. Porém, no início do ano, o então governador Sérgio Cabral indicara aliados para o órgão.

“Transparência é irmã gêmea da legalidade. Todos as informações precisam estar disponíveis aos usuários”, completou Jonas Lopes de Carvalho Júnior. Ele lembrou que até o final deste ano, o TCE vai treinar seu quadro técnico de servidores para fiscalizar com precisão o valor das tarifas de transporte, analisando as planilhas de aumento das tarifas que são fiscalizados pela Agetransp. “Li que o governo vai subsidiar o Bilhete Único até o fim do ano com R$ 50 milhões. Não sou contra e a população merece. Mas, de que forma? Queremos saber”, afirmou o conselheiro.

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