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Brasil

TCU pega o amigo de Bolsonaro que falseou dados

Antônio Albuquerque, Edição

O Tribunal de Contas da União vai apurar a conduta do servidor que escreveu uma nota apontando suposta “supernotificação” no número de mortes por Covid-19 em 2020. O alvo é o auditor Alexandre Figueiredo Costa Silva, que teria inserido a informação fraudulenta no sistema sem que constasse de qualquer processo do órgão.

O documento foi incluído nos relatórios do TCU no início da noite de domingo, 6. Já na manhã do dia seguinte, o texto foi citado pelo presidente Jair Bolsonaro como se tivesse sido produzido pelo próprio TCU. O Tribunal de Contas negou a autoria e, nesta terça, Bolsonaro admitiu ter errado na declaração.

Na segunda, Bolsonaro afirmou a apoiadores que tinha acesso um relatório oficial do TCU que apontava “supernotificação” dos óbitos – ou seja, que mortes atribuídas à Covid tinham sido registradas de modo incorreto ou fraudulento. Informações não confirmadas sugerem que o auditor tem ligações próximas com s filhos 01, 02 e 03 e com diretores do BNDES..

Ainda na segunda-feira, o TCU desmentiu o presidente. “O TCU esclarece que não há informações em relatórios do tribunal que apontem que ‘em torno de 50% dos óbitos por Covid no ano passado não foram por Covid’, conforme afirmação do Presidente Jair Bolsonaro”, afirmou a Corte.

Nesta terça, o tribunal acrescentou que o documento citado por Bolsonaro é uma análise pessoal feita por um servidor. O nome do funcionário e os detalhes da apuração interna que será realizada pelo TCU não foram divulgados.

“O documento refere-se a uma análise pessoal de um servidor do Tribunal compartilhada para discussão e não consta de quaisquer processos oficiais desta Casa, seja como informações de suporte, relatório de auditoria ou manifestação do Tribunal”, diz a Corte na nota mais recente.

O TCU ressaltou, ainda, que as informações divulgadas no documento “não encontram respaldo em nenhuma fiscalização” do tribunal. O tribunal vai abrir procedimento interno para investigar o caso.

“Será instaurado procedimento interno para apurar se houve alguma inadequação de conduta funcional no caso”, resume o comunicado, sem maiores detalhes.

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