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Curiosidades

Tem vida em Marte? Resposta pode vir em 2021

Bartô Granja

Uma equipe interdisciplinar da Universidade de Aarhus realizou recentemente um estudo para investigar o possível mecanismo para a remoção do metano da atmosfera de Marte, revela o Universe Today.

O debate científico sobre a possibilidade de vida em Marte tem crescido cada vez mais nos últimos 15 anos, quando estudos detectaram o metano na atmosfera marciana. Trata-se de uma molécula orgânica que está associada a muitas formas de vida aqui na Terra.

Os cientistas argumentam que a erosão causada pelo vento poderia ser responsável pela ionização do metano em compostos como metila, metileno e carabina.

Usando minerais análogo à Mars, sonda espacial que estuda o Planeta Vermelho, a equipe descobriu que esses sólidos poderiam ser oxidados e os gases ionizados durante os processos de erosão. Isso prova que o metano ionizado reage e se liga a superfícies minerais.

Com base nesses resultados, a equipe concluiu que esse mecanismo poderia explicar como o metano é removido da atmosfera marciana e depositado em seu solo.

No entanto, esses estudos também têm implicações fascinantes sobre a possível existência da vida no Planeta Vermelho. Além de seus efeitos sobre o metano, o estudo também mostrou que esses minerais podem levar à formação de produtos químicos reativos de oxigênio, como os peróxidos, que são altamente tóxicos para organismos, incluindo bactérias.

Em última análise, a presença desses compostos significa que há pouca chance de que a vida possa existir na superfície marciana ou perto dela.

A equipe pretende conduzir estudos de acompanhamento para examinar o metano ligado, um material orgânico mais complexo que se originou em Marte ou foi depositado por meteoritos.

Os resultados dessas observações podem explicar como os materiais orgânicos são preservados no ambiente marciano – uma questão fundamental na busca pela vida em Marte.

A nova pesquisa também será útil para futuras missões de Marte em busca de sinais de vida, como o ExoMars 2020 da ESA e o rover Mars 2020 da NASA , programado para chegar ao Planeta Vermelho em 2021.

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