Curta nossa página


Alguém acredita?

Tereza Cristina como ‘filtro de moderação’ para Bolsonaro

Publicado

Autor/Imagem:
@donairene13 - Foto Divulgação

A escolha de um vice nunca é apenas um detalhe de campanha, é sempre uma estratégia política. No caso de Flávio Bolsonaro, a tática está cada vez mais evidente: a necessidade de reposicionar sua imagem junto ao eleitorado feminino. As negociações seguem intensas nos bastidores, mas tudo indica que a decisão caminha para uma composição estratégica e não apenas ideológica.

O nome de Tereza Cristina surge como favorito não por acaso. Ex-ministra, com trânsito no agronegócio e perfil considerado mais moderado dentro da direita, ela oferece algo que falta à família Bolsonaro: capacidade de diálogo com segmentos que historicamente resistem ao bolsonarismo. A escolha de uma mulher, portanto, não seria apenas simbólica, mas uma tentativa concreta de reduzir a rejeição, especialmente entre eleitoras que veem na família Bolsonaro um conjunto de posturas pouco sensíveis às pautas femininas.

Ainda assim, há um risco evidente nessa estratégia. Eleitoras não são um bloco homogêneo, tampouco facilmente convencido por uma composição de chapa. Se a escolha de uma vice mulher vier desacompanhada de mudanças reais de discurso e postura, pode soar apenas como cálculo eleitoral.

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2026 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.