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Ibaneis e Anderson inocentes?

‘Tiro de canhão’ pode revolver inquéritos dos atos terroristas

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Foto/Imagem:
Pretta Abreu - Foto Reprodução

O delegado da Polícia Federal Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e secretário de Segurança Pública nos primeiros dois anos do primeiro mandato de Ibaneis Rocha (MDB) e novamente no mesmo cargo por cinco dias, quando foi demitido após os atos terroristas na Praça dos Três Poderes, deveria depor nesta segunda, 23, na própria PF. Mas, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator das ações de vandalismo, a oitiva foi transferida para 2 de fevereiro.

O que provocou o adiamento? Notibras apurou que ‘Xandão’ está revendo todo o processo – inclusive o do afastamento de Ibaneis Rocha por 90 dias – para esclarecer supostas lacunas que estariam em ‘branco’ no que se transformou em uma guerra de informação e contrainformação sobre os dias que antecederam a ação da claque bolsonarista antes, durante e após o dia 8. Nesta segunda, 23, circulou o depoimento de Anderson Torres na audiência de custódia com o desembargador Airton Vieira, auxiliar no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal.

Anderson Torres estava gozando férias nos Estados Unidos quando teve sua prisão decretada. Embarcou para o Brasil três dias depois e foi (e continua) preso. Ele é suspeito de omissão ou de facilitar a ação dos extremistas bolsonaristas. Mas, disse ele na audiência de custódia, “do jeito que eu saí, o que eu deixei assinado, eu deixei tranquilo, porque nem se caísse uma bomba em Brasília teria ocorrido o que ocorreu”.  É algo dentro dessa linha que Alexandre de Moraes quer entender. Se isso ficar comprovado, o próprio Ibaneis deverá ser beneficiado, uma vez que levaria ‘Xandão’ a rever o período de afastamento do governador.

Ao depor no último dia 14, o ex-ministro de Bolsonaro se disse surpreso com “essa prisão e essa acusação (de conivência com os golpistas)”. Para o delegado, “a ordem de prisão foi um ‘tiro de canhão’ e que jamais ‘daria condições’ para que manifestantes invadissem os prédios da Presidência da República, do Congresso Nacional e do STF. “Essa guerra que se criou no País, essa confusão entre os Poderes, essa guerra ideológica, eu não pertenço a isso, eu sou um cidadão equilibrado e essa conta eu não devo”, disse Anderson Torres.

No início da tarde, Ibaneis Rocha, que prestou depoimento espontaneamente à Polícia Federal na semana passada, entregou seu celular à PF. O governador afastado garante que houve algo do tipo traição na área da Segurança Pública. Se as perícias constatarem que há um fundo de verdade nisso tudo, os inquéritos devem recomeçar do zero. Talvez seja melhor para Ibaneis, para Anderson e para o próprio Alexandre de Moraes.

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