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Esquerda prepara armadilha em caso de vitória de Bolsonaro

Foto/Divulgação - Arquivo Notibras
Antônio Albuquerque

Setores ligados à área de inteligência do governo identificaram um movimento, embora embrionário, para desestabilizar um eventual governo de Jair Bolsonaro logo no início do mandato. O ponto de partida seria a decretação de greves de servidores públicos distritais e federais, além de outros segmentos da sociedade civil organizada.

O processo para desacreditar Bolsonaro, caso ele vença a eleição, estaria sendo coordenado por grupos de esquerda capitaneados pelo PT, que se aliou em Brasília no segundo turno ao candidato do MDB ao Palácio do Buriti. Outra semente seria cultivada pelos socialistas com o mesmo objetivo.

No caso específico do PT-MDB, as duas forças políticas, que marcham juntas no Distrito Federal desde o governo do petista Agnelo Queioz, comandam o sindicalismo na capital da República. O PT, por meio da sua própria identidade ideológica. O MDB, através de escritórios de advocacia que têm em sua carteira de clientes os principais sindicatos da cidade.

Juntos, PT e MDB devem eleger seu candidato ao Palácio do Buriti, que lidera com folga todas as pesquisas de intenção de voto. Já o governador que tenta a reeleição também é mal visto pelos serviços de informação, por aliar-se, segundo apoiadores de Bolsonaro, a grupos da esquerda mais extremista.

A avaliação generalizada – e que leva preocupação aos bolsonaristas – é de que o governo de Brasília está sendo disputado neste segundo turno por dois blocos carimbados com força pela esquerda radical. Um marchando com os socialistas e outro com os emedebistas-petistas.

A manobra a ser eventualmente colocada em prática contra Bolsonaro é fácil de explicar, segundo interpretação de observadores políticos. O atual governador tem a sua base socialista, posição já consolidada partidariamente e desempenho pífio já conhecido pela população. Diante de uma possível derrota dele para um outsider, alguns partidos vermelhos desbotaram em dar apoio ao projeto da reeleição.

O maior enigma está nas entranhas da aliança informal de petistas e emedebistas. O desconforto da cúpula do MDB brasiliense quando questionada se apoia o “Mito Bolsonaro” é visível. Em Brasília, desautorizado pela direção nacional, o PSL, partido do capitão-deputado, foi cooptado. E isso gerou mal-estar e abriu feridas difíceis de cicatrizar.

Ações enigmáticas como essas, que ligaram o sinal vermelho nas áreas de inteligência, fizeram com que importantes nomes do PRP do Distrito Federal, como o general Paulo Chagas (ex-candidato ao governo) e Bia Kicis, também do PRP, eleita deputada federal, declarassem que não emprestam apoio a nenhum candidato. É como se Nostradamus andasse passeando pela cabeça dos dois, anunciando com meses de antecedência a ‘cama’ que estaria sendo preparada para Bolsonaro.

Adalberto Monteiro, presidente do partido no DF, recebeu o recado claro do general nesse sentido. Está desautorizado a falar no assunto em nome deles. Definitivamente estarão distantes das duas esquerdas insurgentes.

Como muitos personagens foram traídos por seus próprios atos falhos ao longo da história política, a ordem agora é se preparar para, de um lado, atingir ao máximo um suposto ‘Bolsonaro presidente’ e, de outro, abortar qualquer movimento que intente contra a governabilidade.

Os candidatos que supostamente poderiam puxar o tapete de Bolsonaro já cometeram uma dezena de erros e foram denunciados pelos adversários por supostos crimes eleitorais. Pode até ser que as facilidades patrocinadas por candidaturas meteóricas sejam o motivo de uma união sem nexo de extremos para chegar onde quer a qualquer preço. Mas a rodada, com a antecipada precaução dos órgãos de informação e os processos na Justiça Eleitoral, pode não terminar no dia 28 de outubro. O que seria um alívio para Bolsonaro – no caso de ele sair vitorioso na disputa pelo Palácio do Planalto – e motivo de despreocupação das áreas de inteligência.

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