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Urna Eletrônica

Vai que é tua, eleitor; confia na urna e deixa o candidato correr para o abraço

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Autor/Imagem:
Armando Cardoso - Foto de Arquivo

Por analogia com um antigo comercial de uma marca de biscoito, cuja dúvida era saber se o produto vendia mais porque era fresquinho ou se era fresquinho porque vendia mais, as urnas eletrônicas são seguras porque ninguém consegue violá-las ou ninguém consegue violá-las porque elas são seguras? Considerando o reconhecimento alcançado em países mais avançados tecnologicamente, as duas alternativas estão corretas. É o típico caso de que a ordem dos fatores realmente não altera a qualidade, a força, a importância e a segurança do produto, evidenciada pela ausência de uma única prova de fraude contra o sistema.

Materializado pela urna eletrônica, o histórico processo de votação do Brasil foi – e é – uma referência internacional, atraindo o interesse de diversas nações, que buscam fortalecer a cooperação com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), objetivando, na prática, o conhecimento e o aproveitamento da experiência brasileira. Genuinamente nacional, a informatização eleitoral brasileira completa 30 anos no próximo dia 13 de maio, dia de Preto Velho e dia em que os milhões de brasileiros despertaram com a certeza de que deixariam de ser verbete de qualquer dicionário especializado.

Amada pelos vencedores e odiada pelos maus perdedores, a simplória, eficiente e impenetrável maquininha de votar é fruto da mente inspiradora e criativa do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Mário da Silva Velloso, e das mãos inspiradas e criadoras do mago e físico Paulo César Bhering Camarão, ambos mineiros das Gerais do povo à frente do seu tempo e das Minas geradoras de personalidades que até hoje dominam o nosso imaginário. Pelo Sim e pelo Não, são as urnas eletrônicas que hoje representam o que há de mais seguro no quesito eleitoral.

Mais do que acreditada no mundo, há 30 anos a população brasileira acordou ciente e consciente de que a implantação das urnas traria segurança e confiança às eleições e, o que é mais relevante, significaria o início do fim dos numerosos tipos de fraudes verificados no processo de votação manual, entre elas a substituição ou o roubo de urnas, mapismo (desvio de votos), os votos formiguinha, estoque e marmita, o eleitor fósforo, aquele que mudava o visual e votava em várias seções eleitorais, além da possibilidade de uma pessoa votar em nome de outra.

Enfim, o que era um sonho desde o Código Eleitoral de 1932, virou fato no memorável dia 13 de maio de 1996, quando o ministro Carlos Velloso anunciou o rompimento da Justiça Eleitoral com um passado de irregularidades cometidas contra o país e, por extensão, contra o povo. Segura, confiável e auditável a qualquer tempo das eleições, as urnas são absolutamente independentes, isto é, não são ligadas a tomada alguma. É isso que permite aos técnicos do TSE e dos tribunais regionais afirmar com a máxima segurança que a princesa do processo eleitoral brasileiro é inviolável e a principal responsável pela divulgação de resultados de eleições poucas horas após o encerramento da votação.

Com mais de 30 barreiras de proteção, a urna eletrônica, denominada originalmente de Coletor Eletrônico de Voto, evoluiu, se consolidou como instrumento de garantidor da democracia e diariamente desmente mentiras antigas e atuais de perdedores, ao mesmo tempo em que expurgou da cena eleitoral hackers e supostos engenheiros e técnicos que viviam das falhas com as quais se cacifavam junto aos partidos e blocos partidários que não aceitavam – e não aceitam – o aprovação mundial do Brasil como nação detentora de um dos mais modernos sistemas de votação já implantados no planeta. Fazendo minhas as palavras do ministro Carlos Velloso, “a urna eletrônica nos faz orgulhosos de ser brasileiros”.

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Armando Cardoso é presidente do Conselho Editorial de Notibras

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