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Vitória do Bragantino aumenta o martírio dos corintianos

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O Corinthians deu sequência ao martírio na noite desta quarta-feira, no Pacaembu. Pressionado pelas três derrotas consecutivas no Campeonato Paulista e a invasão ao CT Joaquim Grava no último sábado, a equipe alvinegra viveu uma noite tensa – dentro  e fora de campo – e, mais uma vez, não conseguiu exercer seu futebol. O resultado foi a vitória de 2 a 0 do Bragantino em plena capital pelo Campeonato Paulista, o que aumentou a pressão sobre jogadores, comissão técnica e diretoria.

O grupo do técnico Mano Menezes, em uma noite que teve protesto silencioso por cerca de 30 minutos das organizadas – seguido de confronto de organizados com polícia –  e um fim de muitas ameaças por parte da boa parte dos 10 mil presentes, está em situação delicada no Campeonato Paulista: é apenas o quarto colocado do Grupo B, com seis pontos, mesmo número do Ituano, que seria rebaixado atualmente por causa dos critérios de desempate.

Na próxima rodada do Paulista, que vive incerteza de ser realizada em torno de uma ameaça de greve geral de jogadores oriunda do elenco corintiano devido aos episódios de violência na invasão ao CT, o Corinthians visitará o Mogi Mirim no interior paulista, no domingo, às 16h (de Brasília). Já o Bragantino, que é o segundo colocado do Grupo D, recebe o Botafogo-SP no sábado às 19h30.

Com as organizadas em silêncio como forma de protesto no início da partida, o Corinthians teve raríssimas chances durante os primeiros 45 minutos. Logo no primeiro minuto, Guilherme arriscou chute de fora e deu trabalho para o goleiro Rafael Defendi. Contudo, por um bom tempo foi só. O que se viu nos 20 minutos seguintes foram confronto entre próprios torcedores e com policiais nas arquibancadas e uma equipe nervosa e desorganizada em campo.

Mesmo com o time da capital fragilizado psicologicamente, o Bragantino fazia pouco para sair na frente. Contudo, 26min a sorte sorriu para a equipe de Bragança: após cruzamento de Geandro, o zagueiro corintiano Felipe tentou afastar e desviou contra o próprio gol. Após o time do interior sair na frente, parte das organizadas se rendeu aos cantos de torcedores comuns e passaram a apoiar o time, mas de pouco adiantou.

Em meio aos cânticos de apoio em som raivoso vindos das arquibancadas, o Bragantino conseguiu achar o segundo aos 39min. Tássio ganhou jogada pela linha de fundo e contou novamente com desvio de Felipe, que viu a bola bater na trave. Na sobra, a bola voltou para o jogador, que não desperdiçou. O Corinthians ainda quase diminuiu com Cleber aos 41min, mas foi para o intervalo em situação bastante delicada.

A volta para a etapa final, contudo, não foi nada animadora: logo no primeiro lance, Leó Jaime saiu na cara de Walter e viu o goleiro corintiano fazer enorme defesa. A partida seguiu com o Corinthians com o domínio, mas a equipe paulistana mostrava desorganização ofensiva e pouco criava.  O time de Mano Menezes ganhou fôlego apenas com expulsão Francesco pela equipe do interior aos 26min.

Mesmo com as entradas de Emerson, Danilo e Jocinei, o Corinthians não conseguiu modificar o placar. Com isso, a partida se arrastou até o fim com quase nenhuma chance para os donos da casa, que viram a torcida se contar com os gritos de “eu nunca vou te abandonar porque eu te amo”, além de mais protestos entoadas em alta – e ameaçadora – voz contra a péssima fase vivida pela equipe.

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