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O nome dele é Valdemar

Xandão aborta novo golpe do PL para anular 2º turno

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João Zisman, colaborou José Seabra - Foto Valter Campanato

O ex-deputado e ex-presidiário Valdemar da Costa Neto, vulgo “Boy” (apesar de já estar mais para “Old”), insistiu nesta terça, 22, no esboço do golpe contra a democracia que os bolsonaristas vêm tentando desde o último 30 de outubro, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi consagrado nas urnas como próximo ocupante do Palácio do Planalto. Obedecendo ordens do derrotado chefe Jair Bolsonaro, o presidente nacional do PL bateu nas portas do Tribunal Superior Eleitoral, questionando formalmente a lisura do resultado do segundo turno, ao dizer que os votos depositados nas urnas eletrônicas fabricadas antes de 2020 foram fraudados.

Velho cacique político, mas agora sem cocar, Valdemar entrou açodadamente em rota de colisão com gente mais cascuda do que sua ex-mulher, Maria Christina Mendes Caldeira, que tratou de desancá-lo nas redes sociais, tão logo se noticiou o pedido de anulação do segundo turno. Em resposta ao Old Boy, o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, não perdeu tempo e cobrou pressa: determinou que o PL apresente, em até 24 horas, petição que englobe o resultado do primeiro turno, pois as maquinazinhas de eleger foram as mesmas. Xandão foi duro, como deve ser.

Valdemar, com o rabo entre as pernas como qualquer vira-lata, entrou numa sinuca de bico. Deu um tiro no pé que ricocheteou no Palácio da Alvorada, onde se esconde há exatos 24 dias o derrotado e prepotente ex-candidato à reeleição. O vassalo bolsominion, já alvo da ira da ex-esposa, terá que enfrentar, se insistir em obedecer as ordens do capitão, a metralhadora giratória de 27 governadores, 27 senadores, 513 deputados federais e 1 mil 59 deputados estaduais eleitos em 2022 com as mesmas urnas agora contestadas.

Pelo jeito, a coisa tem tudo para azedar para o lado do presidente do PL. Os mais antigos ou vividos, como queiram chamar, podiam colocar na playlist do derrotado Bolsonaro, um sucesso musical meteórico dos idos de 1982, na interpretação malandríssima de um tal de Piu Piu de Marapendi: Eu hoje vou me dar bem – o nome dela é Valdemar. Piu Piu, porém, em nada se deu bem, ao descobrir que o seu objeto de desejo se chamava Valdemar. Claro que, no contexto atual, até que Piu Piu estaria se dando bem, se fosse de sua vontade e ninguém teria nada com a vida dele e de seu love. Porém, num exercício de abstrair mais de 40 anos da evolução social brasileira, e para ajudar nessa analogia, te liga Jair, e vai embora. Afinal de contas, o nome dele é Valdemar.

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