Desemprego II

Dicas ajudam a dar um jeito na vida até o novo emprego

Carolina Paiva, Edição

Enfrentar os tempos de crise econômica brasileira não anda fácil para ninguém, principalmente para as pessoas que perderam seus trabalhos fixos, que não são poucas. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no país atingiu 13,2% no trimestre encerrado em fevereiro, a maior desde 2012, o que significa cerca de 13,5 milhões de brasileiros sem ocupação.

Algumas dicas e estratégias, no entanto, podem ajudar a organizar as finanças e a vida enquanto o próximo emprego não chega.

De acordo com o consultor financeiro Gustavo Cerbasi, é crucial conscientizar-se de que, apesar de todas as dificuldades, é preciso não perder a compostura – para não fechar portas do mercado. “Evite brigas e discussões com o ex-empregador. A empresa que o demite pode voltar a precisar de você amanhã ou pode ser consultada para uma recomendação”, alerta.

Planejamento é outro ponto fundamental. Gustavo Cerbasi explica que a agenda do dia a dia de desempregado deve ser dividida em três partes – “A maior parte para a renda temporária (bicos, cozinhar para fora, aulas, vendas diretas, corretagem de vendas). A segunda maior parte para a procura de emprego (redes sociais, agências de emprego, entrevistas, empresas de RH). E uma parte menor para cuidados pessoais (leituras, exercícios, visita a amigos e parentes )”.

O consultor acrescenta, ainda, que tempo livre é oportunidade de aprendizado e qualificação. A internet oferece diversos cursos gratuitos online, basta fazer uma boa pesquisa, reforça.

Já para o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, mestre em Educação Financeira, é essencial que o desempregado tenha total domínio de seus números nesse momento, o que significa saber o valor exato que possui guardado e somar com o que será ganho, com fundo de garantia, seguro desemprego e férias vencidas, por exemplo.

“Também deverá fazer um levantamento de todos os gastos mensais, minuciosamente, desde cafezinho até parcela da casa própria, nada deve passar despercebido”, aconselha.

Ele também sugere que uma “faxina financeira” seja realizada. “O que realmente é prioridade em sua vida? “, questiona. E completa: “Pense muito bem nessa questão, pois chegou a hora de cortar muitos gastos que não agregam à vida. Repense em itens como TV a cabo, celulares e smartphones, balada e ida a restaurantes, água, energia e outros pequenos gastos que podem ser reduzidos. Priorize o que realmente é fundamental nesse período”.

Em caso de existirem dívidas, o consultor recomenda renegociá-las. “Chegou a hora de buscar os credores e ser o mais franco possível, mostrar que não quer se tornar inadimplente, mas que também não possui condições de pagamento, buscando assim diminuir os juros e esticar os débitos”.

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