Luiz Carlos Chaves, de tudo um pouco. Até o Moliére

José Escarlate

No Palácio do Planalto, Luiz Carlos Chaves ocupava a função de relações públicas da presidência. Nos conhecíamos vagamente, já que ele frequentava os coquetéis promovidos pela Embaixada Americana. Aurora era Assessora de Imprensa da Embaixada. Com a minha ida para o Planalto estreitamos amizade, que perdurou até a sua morte, em 26 de julho de 2005. Luiz Carlos frequentava a sociedade de Brasília.

Nascido em Nova Friburgo, no Rio, era filho de família com recursos e tinha excelente cultura. Falava inglês, francês, espanhol e arranhava o alemão. Casado com Beatriz Chaves, com ela formava um dos casais mais simpáticos de Brasília. De Friburgo foi para o Rio, onde estudou e, de lá, para Brasília. Constituiu família.

Por aqui, chefiou o setor de Relações Públicas do Senado Federal e esteve à frente da criação da Associação de Relações Públicas de Brasília. Na Embaixada Americana, era bastante ligado a Mariana Cabral, antecessora da Aurora no setor de imprensa.

Do Senado ao Palácio do Planalto foi um pulo, integrando a equipe da Assessoria de Imprensa e Relações Públicas, chefiada pelo Humberto Barreto. Com a saída de Humberto, Luiz Carlos foi convidado pelo embaixador João Clemente Baena Soares para compor a sua equipe, ao assumir o cargo de Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos, em Washington.

Na capital americana morou dois anos, em companhia de Beatriz e dos filhos Paulo César, Alessandra e Gabriela, lá ficando até o fim do mandato de Baena, quando regressou a Brasília, onde coordenou a realização das várias edições do Prêmio Moliére, promovido pela Air France.

PV

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