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Brasil

BC perde rumo, dólar vai a 2,83 e mercado prevê 3 reais



O dólar comercial fechou em alta de 2,12% nesta terça-feira (10), cotado a R$ 2,836 na venda. É o maior valor de fechamento desde 1º de novembro de 2004, quando a moeda valia R$ 2,854. Na véspera, a moeda havia fechado praticamente estável. Diante desse quadro, analistas afirmam que o dólar pode passar de R$ 3.

No contexto nacional, as crescentes expectativas de estagnação econômica e inflação de mais de 7% em 2015 somavam-se às preocupações com o futuro da Petrobras (PETR4), após a nomeação de Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil (BBAS3), para comandar a estatal.

Investidores temem que a mudança na chefia da petroleira, envolvida em um suposto esquema de corrupção, não se traduza em melhora operacional em breve.

Mais cedo, a Verde Asset Management, um dos maiores fundos de investimento do Brasil, divulgou relatório em que defende que as dificuldades pelas quais a economia brasileira passa ainda não se refletiram completamente no preço do câmbio, projetando mais valorização do dólar.

O mercado estava, novamente, preocupado com a possibilidade de a Grécia deixar a zona do euro e com a desaceleração econômica da China.

As preocupações com a China, importante parceiro comercial do Brasil e referência para investidores em mercados emergentes, intensificaram-se após dados que mostraram que a inflação ao consumidor chinês atingiu em janeiro o menor nível em cinco anos.

Além disso, a instabilidade recente do câmbio tende a provocar saída de investidores estrangeiros. “Aquele estrangeiro que entrou aqui para ganhar juros quando o dólar estava a R$ 2,65 acabou perdendo dinheiro”, disse o operador de câmbio da corretora Correparti João Paulo de Gracia Correa à agência de notícias Reuters.

O Banco Central manteve seu programa de intervenções no mercado de câmbio, mas agora com metade da oferta. Foram vendidos 2.000 contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares): 600 com vencimento em 1º de dezembro deste ano e os outros 1.400 para 1º de fevereiro do ano que vem.

O BC também realizou mais um leilão para rolar os contratos de swap que vencem em 2 de março. Foram vendidos 13 mil: 11.800 com vencimento em 1º de abril de 2016 e os outros 1.200 para 1º de junho do ano que vem.

A operação movimentou o equivalente US$ 630,5 milhões. Ao todo, o BC já rolou o equivalente a US$ 4,419 bilhões, ou cerca de 42% do lote total, correspondente a US$ 10,438 bilhões.

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