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Caos na Saúde; hospital recusa fazer cirurgia e mecânico fica cego

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O médico Agnelo Queiroz, que assumiu o Palácio do Buriti no dia 1º de janeiro de 2011 prometendo ser governador e secretário da Saúde, não fez nem uma coisa, nem outra. Brasília nunca esteve tão abandonada. Não tem de transporte eficiente, as escolas da rede pública são péssimas, a segurança inexiste. Para piorar, os serviços de saúde vivem numa verdadeira UTI.

O caos está instalado. A prova do descaso do governo surgiu mais uma vez nesta quarta-feira 5, com a notícia de que um paciente ficou cego, por falta do devido atendimento. E isso apesar de ter em mãos uma decisão judicial, assegurando o direito de passar por uma cirurgia oftalmológica.

O caso do mecânico Júlio Cesar Locio de Alencar, de 59 anos, foi noticiado pelo G1. Ele foi diagnosticado em novembro com catarata e ceratocone – doença que provoca a deformação da córnea. A primeira consulta só aconteceu em janeiro deste ano, depois de a família entrar com uma ação na Defensoria Pública porque ele parou de enxergar.

O secretário de Saúde Rafael Barbosa foi procurado para comentar o caso, mas manteve silencio. Por telefone, o secretário-adjunto Elias Miziara, que está de férias, não soube explicar o que aconteceu e reconheceu haver um problema.

Um laudo médico aponta que Alencar perdeu totalmente a visão do olho esquerdo e que tem 10% da do direito. A cirurgia, de acordo com os médicos, é a única chance que ele tem para reverter o caso. Por causa do problema, o homem deixou o trabalho e acabou entrando em depressão, emagrecendo oito quilos. Ele mora com a mulher e cinco filhos, que têm entre 12 e 28 anos, em uma casa no P Sul.

A mulher, Zélia Regina, disse que a princípio a família não desconfiava que o problema fosse grave e suspeitava que o mecânico estivesse apenas com catarata.

“Começou com ele reclamando que a visão do olho esquerdo estava embaçada. Procuramos o hospital, que nos mandou para um posto e depois de volta ao hospital. Sempre demorava. Nessa espera, ele disse que já não enxergava mais”, conta a mulher.

Insatisfeita com a demora, a professora particular pediu a ajuda de um dos filhos, que estava se recuperando de uma cirurgia também de ceratocone, para conseguir vaga em algum hospital. Eles fizeram uma peregrinação por unidades de saúde do DF, sem sucesso.

“Ele fica muito mal, chora, se isola, não quer comer. Aí um dia eu levei meu marido à emergência do hospital de Taguatinga. O médico me disse que só examinaria os olhos dele se eles estivessem perfurados. Mais uma vez, saí sem atendimento”, disse Zélia, segundo relato do G1.

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