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Criadores de pássaros denunciam perseguição de órgãos ambientais

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“Somos criadores. Somos legais”. A advertência do criador de pássaros Hélio Araújo sintetiza o sentimento de indignação demonstrado pelos “passarinheiros” em relação à perseguição que dizem sofrer da fiscalização excessiva dos órgãos de controle ambiental. O protesto foi feito na sessão solene que a Câmara Legislativa realizou, nesta terça-feira (27), para homenagear os criadores legais de pássaros. O evento foi de autoria do deputado Cláudio Abrantes (PT).

“Precisamos reconhecer e  valorizar o trabalho feito por essas pessoas, com paixão, que ajudam no equilíbrio do meio ambiente, criando e protegendo várias espécies de pássaros, que estão em extinção”, ressaltou Abrantes, ao anunciar que apresentou projeto de lei para criar um dia especial (10 de dezembro) a ser dedicado aos criadores autorizados de pássaros, no calendário oficial de eventos do DF.

O distrital lembrou que o canto e a beleza dos pássaros encantam as pessoas, desde a infância. E defendeu que a proteção dada pelos criadores a esses animais, “que necessitam de muitos cuidados”, deveria ser alvo de louvor pelas autoridades, em vez de repressão. “Criar pássaros é uma paixão nacional, feita com muito amor por pessoas de várias gerações”, destacou.

O presidente da Associação dos Criadores de Pássaros Silvestres (APCB), Glaicon Lima, reclamou de “excessos de rigor” na fiscalização dessa atividade pelo Estado. “Técnicos do Ibama e do Ibram aprenderam na faculdade que criar pássaros é crime. E vivem nos perseguindo, sempre justificando com uma regra nova. Quando a gente se adapta, vem outra norma diferente. Eles até hoje não aprenderam a distinguir traficantes de criadores”, protestou.

O relações-públicas da associação, Ayrton Nogueira, também endossou as críticas à fiscalização. “Sofremos na mão do  poder público, em especial do próprio Ibama. Somos favoráveis à fiscalização, mas não como acontece contra nós”, reclamou. Na mesma linha, outro criador, Adolfo Schimicoski Neto, advertiu: “Eles não entendem que nosso bem maior é a preservação das espécies”.

“Com o nosso trabalho estamos conseguindo salvar algumas espécies de extinção, como os bicudos, por exemplo. Aqui no Distrito Federal, criamos cerca de dois mil bicudos, que estão inclusive reproduzindo em cativeiro”, destacou outro membro daquela associação, Hélio Flávio. “Apesar das injúrias e dos ataques sofridos, estamos garantindo a preservação dessas espécies”, comemorou.

Zildenor Ferreira Dourado

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