Um dos grandes nomes do Café Literário é o talentoso escritor português Marco António de Castro Oliveira, ou simplesmente Castro Oliveira, entusiasta da ideia de que,...
Valtencir não era um velho gaiteiro. Primeiro, porque não era velho, embora caminhasse rapidinho para esse status, tinha 56 anos bem rodados. Segundo, porque não era...
MPB BRASILEIRA: Sons infinitos Pensa que é mole? Acordar todos os dias com Caetano dizendo: “Esse papo já tá qualquer coisa… .” Travei. E Travo. Qualé?...
Eu sou um pardal. Aliás, um pardal não, vírgula, uma pardaloca. Embora as pessoas só chamem pardal, se esquecem de que temos nós pardalocas, pardoca, pardalejas,...
Vai que o céu se derrama, E meu peito se inflama Com o orvalho da emoção Há nuvens em rebuliço Minha voz, num precipício, Silencia a...
Sempre acordava com calafrios, que poderiam ser facilmente confundidos com um dos sintomas mais característicos da malária. Todavia, era tão gaúcho, que nem havia saído do...
Tudo começou quando Carlos Miguel e a noiva, Lídia, jantavam com a melhor amiga desta, uma loira escultural em crise pós fim de namoro. — Bola...
Desperta o ímpeto sereno, Como aurora que se insinua Na penumbra do meu tempo. És o lume que serpenteia Entre véus de silêncio, O afago que...
Lendo o texto do ilustre escritor Eduardo Martínez, publicado no dia 26 de novembro do ano em curso, Um caso de polícia na alta sociedade, no...
“Na Paulista os faróis já vão abrir / E um milhão de estrelas prontas pra invadir / Nos Jardins…” (Eduardo Gudin/J. C. Costa Neto, anos 80)...
Eles eram filhos de Licaonte, homens cruéis, por essa razão transformados em lobos por Zeus, assim como sucedera ao pai. Um deles, também chamado Licaonte, diferenciava-se...
Lucinda, mal pisou no chão frio de vermelhão, se arrependeu de ter colocado o despertador para tão cedo. A franja caída protegia os olhos da luminosidade,...
O retratado de hoje em O Lado B da Literatura é considerado por gente graúda como o primeiro cronista do Brasil, tendo escrito a “História da...
Era mais uma quinta-feira como outra qualquer. – eu pensava. Entrei na rua Garibaldi, com uma fome de leão, rumo ao Bar da dona Maria, uma...
Se eu fosse você, desceria ao âmago do meu ser, Explorando os corredores secretos da consciência, E recolheria, com mãos delicadas, As sombras antigas que ainda...
No final de 2018 eu retornava de São Paulo à Florianópolis, depois de viver por quatro anos longe da minha terrinha de adoção. Na biblioteca da...
Deuses são gulosos. Não satisfeitos com um brasileirão pra lá de emocionante – que deve ser conquistado pelo Flamengo no início de dezembro –, propiciaram a...
Meu nome é Maria Dolores Gomes Pereira, nascida e criada na pequena Itacuruba, Pernambuco. Aos 12 anos, fui prometida por meu pai a um viúvo de...
Impiedoso fogo, calma água, Cem graus Celsius. Na panela pululam bolhas na ânsia de virarem vapor. Se integram ao ar, livres e aliviadas, longe de todo...
“A menina de dois anos que estava desaparecida, desde a tarde de quarta-feira (5), foi encontrada na manhã desta quinta (6), em Imaruí, no Sul do...
Era um baião de dois Eu mais você O verso e reverso Água de moringa Galope de dez mil léguas Eu, de pardo, era agora todo...
Lucila era poetisa, e das boas. Escritora gótica, escrevia versos repletos de espectros, aparições, jovens suicidas, vampiros e lobisomens. Seu nome era Lucila da Silva. Pensou...
A Bela perguntou pra Tia: – O que você acha que é poesia? A tia respondeu da pia: – Bela, não me apoquenta, Estou fazendo polenta....
Oferto-te pétalas À soleira do tempo, Mesmo que teus olhos Já não possam tocá-las. São flores do alvorecer, Colhidas com mãos trêmulas, Regadas por orvalhos Que...
Nesta sexta-feira, 28, às 18h30, o Fórum da Cultura, em Juiz de Fora, Minas Gerais, recebe o lançamento de Esquecemos os nomes dos pássaros, novo livro...
Eu conto, fabulo, crônico, já romanceei/novelei, já poemei, por vezes pasticho, mas há um gênero literário do qual nunca cheguei perto: as cartinhas dirigidas aos entes...
“Oi, Jair… sou eu, a tua tornozeleira”. “Porra! Quem?”. “Perna? Qualé? Vai te fuder!” “Não, Jair, é você que já se ferrou”. “Sai de mim, demônio!...
Verões gravados na pele da lembrança, da infância bordada em sol e poeira, sem néctares gelados, sem mares azuis, apenas o frescor da água em jarra...