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Rio

Executivo da Match, empresa de venda de ingressos, é preso



A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na tarde desta segunda-feira (7), no Copacabana Palace, na Zona Sul, Raymond Whelan, principal executivo (CEO) da Match Services, empresa que tem direitos exclusivos sobre a venda de ingressos para a Fifa, por suspeita de que ele seja um dos chefes de quadrilha internacional de cambistas que agia durante a Copa do Mundo. Com ele, a polícia encontrou cem ingressos para os jogos. A prisão preventiva, expedida pela Justiça do Rio, faz parte da investigação que já havia prendido 11 pessoas, incluindo o argelino Mohamed Lamíne Fofana, que estaria diretamente abaixo de Raymond.

Por volta das 17h40, o executivo chegou na 18ª Delegacia de Polícia, na Praça da Bandeira, que é a responsável pelo inquérito.

Em entrevista coletiva pela manhã, a Fifa afirmou que forneceu uma lista de telefone de todas as pessoas que estão trabalhando para a entidade no Brasil, entre elas funcionários e prestadores de serviço. Segundo a instituição, os responsáveis em desviar ingressos serão punidos, independentemente de quem seja.

Segundo a polícia, a quadrilha trabalhava com dezenas de números de telefone, com contatos no Brasil e no exterior. Uma forma de estar sempre disponível para os clientes. As escutas da Polícia Civil feitas com a autorização da Justiça e exibidas no Fantástico neste domingo (6) mostraram que o chefe do esquema controlava a cotação dos ingressos no mercado clandestino mudando os preços diariamente.

Um dos homens flagrados na gravação da polícia é o argelino Mohamed Lamíne Fofana. Ele foi preso na terça-feira (1º) em um condomínio da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade. Ele se apresentou à polícia como empresário. No caderno encontrado com ele, anotações comprovam o esquema que ele comandava. Ao todo, eram 112 ingressos para várias partidas em camarotes vip, que poderiam render R$ 912 mil.

Nas gravações da polícia, Llamine Fofana conversava com um dos principais contatos dele no Brasil, Antônio Henrique de Paula Jorge, que também foi preso. Em outra página, anotações revelam que Lamine tinha pelo menos 25 ingressos vip para a final da Copa, cada um custaria R$ 51 mil, um total de R$ 1,3 milhão.

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