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Frevo ganha espaço no Recife para perpetuar memória

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No dia em que o frevo é celebrado, um presente será entregue à capital pernambucana: 9 de fevereiro será a inauguração do Paço do Frevo, na Praça do Arsenal, no Bairro do Recife. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura municipal, com criação e realização da Fundação Roberto Marinho e apoio de parceiros privados e públicos, gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG).

A ideia é perpetuar e difundir a riqueza do ritmo, considerado Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A inauguração começará com a chegada de um cortejo de agremiações, que vai sair, a partir das 15h, da Rua da Moeda e Avenida Rio Branco. Para concluir a solenidade, às 18h, o Bloco da Saudade, o cantor Claudionor Germano e o Balé Popular do Recife se apresentam na Praça do Arsenal. Quem quiser visitar o prédio nesse primeiro dia deve pegar as senhas que serão distribuídas na Torre Malakoff, das 13h às 15h.

Um edifício pomposo, todo branco, com composição clássica inspirada no Renascimento, abriga o Paço do Frevo. Construído no início do século 19, o prédio foi sede, até 1973, da Western Telegraph Company (companhia britânica de telégrafo). Tombado pelo Iphan desde 1998, foi recuperado para abrigar centro de documentação, museu com espaços para exposição permanente e temporária, cursos profissionalizantes de música e dança, estúdio de gravação de áudio, rádio online, palco para apresentações artísticas e cafeteria. A programação prevista também inclui rodas de debate, encontros de salvaguarda, mostras audiovisuais e ensaios abertos na Praça do Arsenal.

A pesquisadora e assessora técnica da Secretaria de Cultura do Recife, Carmem Lélis, explicou que o Paço surgiu na esteira da candidatura do frevo ao título de patrimônio. “O inventário que nós apresentamos ao Iphan continha um programa de salvaguarda do bem, cujo primeiro eixo era constituir um equipamento físico que tratasse das variadas demandas do frevo, com documentação e pesquisa para preservação e difusão, valorização, formação, visibilidade fora do Carnaval, capacitação profissional e fomento ao turismo”, contou.

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