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Galo toma gol no fim do jogo e é eliminado da Libertadores em casa

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Nem o apoio da torcida, que lotou o Independência na noite desta quinta-feira, não foi suficiente para classificar o Atlético-MG às quartas de final da competição. O empate em 1 a 1 garantiu vaga ao Atlético Nacional, que já havia eliminado o Newells Old Boys, semifinalista do ano passado, e agora desclassificou o campeão da edição 2013 dentro de casa. O time mineiro vencia por 1 a 0 e procurava o segundo gol para evitar os pênaltis, quando sofreu um gol de Duque, aos 42 minutos, que o eliminou.

A torcida do Atlético-MG, que na campanha do título da Libertadores em 2013 teve papel extraordinário, compareceu em grande número ao Independência, com muita confiança e entusiasmo. Os atleticanos receberam com festa os jogadores, esgotaram os ingressos e fizeram imensas filas neste feriado de primeiro de maio, dia do trabalhador. Na entrada em campo, o coro “eu acredito, eu acredito”, que ano passado impulsionou o time na conquista de um campeonato inédito. Ao final, com a eliminação precoce, cantou o hino, mas não deixou de mostrar grande abatimento com a desclassificação.

Os jogadores do Atlético Nacional entraram em campo carregando uma faixa com os dizeres “Stefan, todos te alentamos”, em apoio ao zagueiro Medina, que passou por cirurgia no joelho e desfalca a equipe. De volta ao comando do alvinegro mineiro, após sete anos ausente, mais de seis deles no Japão, Levir Culpi demonstrou estar impressionado com o espetáculo da torcida atleticana. “A emoção voltou, a emoção está renovada”, disse.

Não faltou emoção com a bola rolando. O Atlético-MG fez um gol, aos 19 min do primeiro tempo, por meio de Fernandinho, dando a impressão de que poderia chegar à vantagem necessária de pelo menos dois gols de diferença para garantir a vaga de forma direta e enfrentar o Defensor Sporting, do Uruguai, que eliminou o The Strongest. Mas o Atlético Nacional, que venceu o jogo da ida por 1 a 0 e ajudou a derrubar o técnico Paulo Autuori, mostrou-se equipe consistente e perigosa.

Por ter triunfado, em Medellin, o time colombiano jogava pelo empate por qualquer placar ou até por derrota por um gol de diferença, desde que marcasse tentos. Por isso, após ficar em desvantagem, os visitantes também atacaram. Não faltou vontade e determinação ao time mineiro, que buscou até o final o marcador que o colocava nas quartas de final da Libertadores. A exemplo do ano passado, o torcedor alvinegro vivia um drama, a diferença é que não teve final feliz.

O primeiro ataque do jogo foi do Atlético Nacional. Mas o time atleticano não se assustou com isso e logo partiu para uma marcação adiantada, pressionando a saída de bola do time adversário. A estratégia colombiana era truncar a partida, fazendo faltas seguidas. Nos nove minutos inicias, foram cometidas oito infrações, a maioria cometida pelos visitantes. Empurrada pelos torcedores, a equipe da casa apertava a pressão.

A garra e determinação reclamada pela torcida em jogos anteriores esteve presente desde o início. Tardelli, um dos mais cobrados, corria muito. Prova disso foi aos 5 min, quando ele bateu falta, nas mãos do goleiro Armani, que saiu jogando rápido, com um companheiro que tentou lançamento na esquerda e o camisa 9 do alvinegro voltou rapidamente para fazer a cobertura de Alex Silva. A massa alvinegra foi à loucura. Ronaldinho Gaúcho também contribuía na marcação.

Apesar de pressionar o rival, o Atlético-MG não criava muitas oportunidades. Aos 19 min, no entanto, Fernandinho abriu o placar. Jô fez boa jogada pela direita, cruzou para Tardelli que mandou a bola na trave. O camisa 11 atleticano aproveitou bem o rebote e acertou belo chute, vencendo o goleiro Armani, aumentando o entusiasmo do torcedor atleticano.

Aos poucos, o time colombiano se soltou um pouco mais e passou a atacar também. Aos 33 min, por exemplo, Valência quase empatou, após jogada individual de Cardona. O camisa 6 do Nacional ficou livre diante de Victor mas chutou torto, de perna esquerda, mandando a bola para fora. Aos 35 min, Diego Tardelli fez boa jogada, mas errou o chamado ‘último passe’, quando tentava servir a Fernandinho. E a etapa inicial acabou com a vitória parcial atleticana, por 1 a 0, resultado que levaria a decisão para os pênaltis.

Os jogadores atleticanos destacaram a boa atuação nos 45 minutos iniciais, mas sabem que precisam fazer mais para garantir a classificação. “Foi um bom primeiro tempo, conseguimos fazer o resultado inicial, para igualar, agora temos que manter a pegada para fazer o segundo gol”, disse o zagueiro Leonardo Silva. “Conseguimos fazer gol, precisamos mais um, vamos continuar com a mesma pressão. Amarcação está sendo bem feita, lá na frente e isso está dificultando o time deles, que tem bom toque de bola. É continuar assim para ampliar o resultado”, afirmou Ronaldinho Gaúcho.

Os dois times voltaram sem mudanças para o segundo tempo. Ronaldinho Gaúcho, aos 3 min, teve chance de cobrar falta perto da área adversária, sofrida por Fernandinho, mas colocou a bola nas mãos do goleiro Armani. A torcida fazia sua parte, mas em campo, o jogo era muito equilibrado. O Atlético Nacional não se limitava a defender e chegava com perigo ao ataque. Aos 7 min, Valência, da esquerda, inverteu a bola para a direita, nas costas de Emerson Conceição, mas Bocanegra não conseguiu finalizar.

O Atlético-MG não voltou tão bem para a etapa final. E o técnico Juan Carlos Osório, do Nacional, parece ter percebido, pois tirou o zagueiro Peralta para escalar o centroavante Duque, acreditando na possibilidade de fazer gol e evitar a disputa de pênaltis. A torcida atleticana também entendeu a dificuldade do seu time e passou a cantar com força o hino do clube, numa espécie de senha para motivar novamente o alvinegro.

O jogo continuou equilibrado e tenso. Levir Culpi pouco depois dos 25 minutos colocou Réver e Guilherme nos lugares de Pierre e Diego Tardelli, que demonstrou não ter gostado de sair. Balançou a cabeça e sentou no banco com cara de poucos amigos. O pior é que o Nacional quase empatou aos 28 min, quando Cardenás ficou na cara de Victor e bateu, mas o goleiro atleticano operou um novo milagre. A resposta atleticana veio aos 35 min, com cabeçada de Jô para fora e aos 38 min com chute fraco de Guilherme. Dois minutos depois foi a vez de Ronaldinho Gaúcho chutar fraco, e o pior, ficou sentindo a perna esquerda. Com o Atlético já havia feito três mudanças, ele ficou fazendo número. Aos 42 min, a ducha de água fria, cruzamento da esquerda, Victor não cortou e Duque empatou, calando o Independência. os atleticanos reclamaram de impedimento do atacante do Nacional.

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