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Rio

Gasto com estruturas temporárias para a Copa é de R$ 33 milhões



Se a reforma do estádio Maracanã já é um escândalo em si por ter custado R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos, em uma obra suspeita de superfaturamento, o gasto com as estruturas temporárias do entorno do estádio para a Copa, que inicia no próximo dia 12, estourou em R$ 33,33 milhões. O Governo Pezão havia estimado gastar R$ 33,7 milhões com a compra dos materiais exigidos pela Fifa, que incluem geradores, contêineres, cercas, entre outros itens. Porém, o custo final ficou em R$ 67 milhões.

O que é pior é que a compra do material foi toda sem licitação, sob o argumento de urgência da ocasião e falta de mais empresas que fornecessem os materiais. O que vai piorar ainda mais o rombo nos cofres públicos. Segundo o último relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), há um déficit de R$ 7 bilhões nos cofres do Estado nas contas de 2013 e que foram maquiados através de antecipações de royalties do petróleo e de uma operação que sacou mais de R$ 3 bilhões, em depósitos judiciais. O então governador Sérgio Cabral deixou de repassar ao município bilhões de reais que seriam repassados da cota parte do ICMS, que foi pago em precatórios.

Voltando ao Maracanã, as empresas escolhidas para a prestação de serviços como segurança, limpeza, orientação de público e colocação de grades são de pessoas ligadas a políticos do Rio ou da Federação de Futebol do Rio, (Ferj). Estas cobram preços mais altos que o mercado, o que justifica, em parte, o prejuízo de R$ 46 milhões do Consórcio Maracanã, acumulado desde o início das operações da concessionária no estádio. Entre os fornecedores está a Sunset Vigilância e Segurança LTDA, dirigida por Anderson Fellipe Gonçalves, ex-chefe da segurança pessoal do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Ele também dirige a empresa que faz a limpeza do Maracanã, a Sunplus Sistemas de Serviço LTDA.

Gonçalves fundou a empresa em 2006. Na época, o capital social era de R$ 120 mil. Em 2013, ele já não constava entre os sócios, época em que o capital já somava R$ 1,2 milhão. Em uma das movimentações na Junta Comercial, em 2013, os novos sócios pediam pressa para o registro dos documentos, pois “a empresa participaria de uma série de licitações”.

 

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