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Brasil

Inflação dispara, vai a 1,32% e bate o recorde de 20 anos



O índice oficial de preços no Brasil registrou alta de 1,32% em março, depois de ter subido 1,22% em fevereiro.

É o maior índice mensal desde fevereiro de 2003, quando atingiu 1,57%, e a maior taxa para meses de março desde 1995 (1,55%).

Com o resultado, a variação acumulada em 12 meses chegou a 8,13%, a maior desde dezembro de 2003 (9,3%). Além disso, o resultado está muito acima do limite máximo da meta do governo.

A intenção do governo é manter a alta dos preços em 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo –ou seja, variando de 2,5% a 6,5%.

Os dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (8).

Analistas consultados pela agência de notícias Reuters esperavam uma alta mensal de 1,39% para a inflação, e de 8,2% no acumulado em 12 meses.

A principal influência na alta dos preços em março foi a tarifa da conta de luz, que subiu, em média 22% em todo o país.

Em algumas localidades, como Campo Grande (MS), a alta chegou a 34,8%; em outros, como Recife (PE), uma redução de impostos fez com que a conta subisse apenas 0,65%.

O resultado da inflação pressiona o Banco Central para continuar subindo a taxa básica de juros no país, um dos instrumentos mais básicos para controle da alta de preços.

Quando os juros sobem, as pessoas tendem a gastar menos e isso faz o preço das mercadorias cair (obedecendo à lei da oferta e procura), o que, em tese, controlaria a inflação.

A Selic, que é a taxa básica de juros do país, está atualmente em 12,75% ao ano, o maior nível desde janeiro de 2009.

Economistas ouvidos pela Reuters apostam em pelo menos mais uma alta da taxa neste ano.

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) registrou alta de 1,51% em março, depois de ter subido 1,16% em fevereiro.

Considerando os últimos doze meses, a taxa foi para 8,42%, acima dos 7,68% dos doze meses anteriores. Em março de 2014 o INPC tinha sido de 0,82%.

O INPC se refere às famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

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