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Brasil

Joaquim dá costas ao poder (do Supremo) e anuncia aposentadoria para junho



Lembrado por diferentes segmentos da sociedade como um forte nome para disputar a presidência da República, o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, está deixando o poder para trás. A aposentadoria deve ser oficializada nesta quinta-feira, mas já foi antecipada pelos presidentes do Senado Renan Calheiros e da Câmara, Henrique Eduardo Alves.

Joaquim Barbosa esteve logo cedo em uma audiência privada com a presidente Dilma Rousseff. Do Palácio do Planalto, ele foi até o congresso, onde conversou com os presidentes das duas Casas legislativas. Ele não revelou publicamente os motivos de sua decisão.

“Ele disse que vai deixar o Supremo. Comunicou que a visita era uma oportunidade para se despedir”, contou Renan, após receber Barbosa em seu gabinete, acrescentando que a informação o pegou de surpresa. “Ele vai se aposentar. Sentimos muito porque ele é uma das melhores personalidades do Brasil. Isso é muito triste.”

Durante o encontro, Barbosa foi questionado por senadores se estaria se aposentando para sair candidato nas eleições de outubro. Segundo os senadores, ele respondeu com um sorriso e disse que deve se dividir entre Brasília e o Rio de Janeiro.

Pela legislação eleitoral, magistrados têm até o dia 30 de junho para se filiarem a partidos caso desejem disputar as eleições, mas no caso de Barbosa ele deveria ter se desincompatibilizado até o dia 5 de abril.

A  Lei Complementar nº 64/1990 detalha que magistrados, secretários estaduais e ministros de Estado que pretendem concorrer nas Eleições devem deixar as suas funções até seis meses antes do pleito de outubro. Caso contrário, serão considerados inelegíveis. Dessa forma, ele só pode se candidatar a partir das eleições de 2016.

Joaquim Barbosa tem 59 anos e está no STF desde 2003. Desde 2012 é presidente da Corte. Ele foi o responsável por comandar o julgamento do mensalão, o maior da história do STF. Com a popularidade que adquiriu no processo, no qual foi relator, o nome de Barbosa chegou a aparecer em algumas pesquisas de opinião para as eleições de 2014 para presidente.

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