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Brasília

Márcio descarta Arruda e aposta na força da aliança com PPS e DEM



O empresário Márcio Machado, ex-presidente regional do PSDB, está preparando artilharia para tentar convencer seus aliados (no próprio ninho tucano e os do PPS e DEM) que tem o melhor perfil para disputar, em nome dessa aliança, o Palácio do Buriti em outubro.

Em entrevista ao jornalista João Zisman, do portal Guardian Notícias, Márcio Machado deixa claro que, apesar dos laços de amizade que o unem a José Roberto Arruda, os dois estarão em lados opostos este ano.

Veja a entrevista:

O PSDB foi o primeiro partido de oposição a definir o seu candidato a Presidência da República. Por que isso ainda não ocorreu no âmbito local?

MM – O PSDB tem a tradição de promover o debate interno sobre todos os temas e não poderia ser diferente na escolha do candidato ao GDF. O palanque local deve ser capitaneado por quem tenha maiores condições de agregar as forças políticas, de forma a oferecer um palanque sólido e eficiente à candidatura de Aécio Neves.

Desde o último ano, quando foi suspenso o processo eleitoral da executiva local, e com a conseqüente intervenção promovida pela executiva nacional, ficou pública a tensão interna no PSDB-DF. A pauta da escolha do candidato a governo não parece ser alguma coisa do tipo “colocar o carro adiante dos bois”, na medida em que não há uma paz reinante no ambiente do partido?

MM – Primeiramente não houve intervenção no diretório local. O que houve foi à criação de uma Comissão Provisória, comandada pelo ex-ministro Eduardo Jorge, que foi instalada regimentalmente para preparar o partido para as eleições desse ano. Isso demonstra que o Distrito Federal é estratégico no contexto da candidatura presidencial de Aécio Neves. O debate interno acirrado é salutar dentro de qualquer partido. Estamos no caminho certo e o PSDB-DF ficará cada vez mais fortalecido.

Como surgiu sua intenção de disputar o governo do DF?

MM – Ninguém pode ser candidato de si mesmo. Qualquer resquício de vaidade deve ser descartado para se tomar uma decisão com essa. Com base nisso e com o estimulo de um número substancial de amigos e partidários que me acompanham ao longo de minha vida pública e empresarial, foi que decidimos que o meu nome reúne condições para esse desafio, considerando minha história, meu compromisso com partido e com o Distrito Federal.

Como o senhor vê o futuro da união entre PSDB, PPS e DEM?

MM – Não resta dúvida de que a reunião dessas forças partidárias será fundamental para a formação de uma chapa forte e com reais chances de vencer as eleições. O importante é que as conversas entre nós (DEM/PPS/PSDB) têm caminhado no sentido da construção de um projeto de governo que recoloque o Distrito Federal nos eixos. Não se fala em quem deve ocupar que espaço na chapa. Evidente que isso vai acontecer, mas no momento certo.

Foi anunciada a criação de uma nova Comissão Especial do PSDB, composta pelo Senador Cássio Cunha Lima (PB), pelos deputados federais Nilton Leitão (MS),  Bruno Araújo (PE), Carlos Sampaio (SP) e pelo ex-ministro Eduardo Jorge, desta feita para definir quem será o candidato ao GDF, dentre os nomes de Izalci, Pitiman e do senhor. Como se dará esse processo?

MM – As tratativas entre DEM, PPS e PSDB continuam avançando, portanto, a tarefa dessa Comissão não se restringirá apenas a decidir o nome do PSDB local, mas também deverá atingir o formato da composição da chapa. É mais uma etapa importante nesse processo todo de construção de uma solução política e gerencial para o DF. Portanto entendo que a Comissão deve ouvir também os demais partidos que devem formar a aliança, bem como ouvir as instancias do PSDB-DF. Assim terão condições de fazer uma avaliação mais próxima da realidade. Deve-se estabelecer também alguns critérios que servirão de parâmetro, como história de vida, experiência e capacidade comprovada,condições de unir as oposições, compromisso com a Social Democracia e valores éticos.

O anúncio da formação da chapa Arruda, Liliane Roriz e Gim Argello, surpreendeu o senhor?

MM – Não posso dizer que foi surpresa. Já havia sinais movimentações constantes  nesse sentido.

De que forma a chapa de Arruda pode comprometer a aliança PSDB/DEM/PPS?

MM – Acredito que não compromete em absolutamente nada. O ex-governador Arruda já elegeu seus parceiros preferenciais para compor sua chapa. Essa aliança entre PSDB, DEM e PPS está sendo construída com bases sólidas e sem vaidade. É natural que o ex-Governador Arruda procure ampliar sal aliança.

Muito se fala que o movimento em torno de sua pré-candidatura pelo PSDB tem como propósito preparar o partido para apoiar a candidatura Arruda. Até onde isso pode ser levado em consideração?

MM – Independente de quaisquer questões tenho respeito e consideração e não nego minha reação pessoal com José Roberto Arruda. A amizade existe e resistirá independentemente de estarmos em lados opostos na eleição. No momento só posso afirmar que meu foco exclusivo é a minha candidatura e certamente ele também está apenas dedicado a dele. Colocações desta natureza prefiro não considerar pois com certeza partem daqueles que querem perturbar o processo interno do PSDB.

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