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Rio

Menor agredido e preso a poste é apreendido no Rio após assalto



O jovem que foi agredido e preso a um poste no Flamengo, Zona Sul do Rio, no início de fevereiro, foi apreendido na última terça-feira (18) após tentar assaltar uma turista canadense e um turista inglês, nas areias do Posto 4, em Copacabana. O caso foi registrado na Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (DEAT). De acordo com o delegado Alexandre Braga, ele foi encaminhado para a Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA) e, depois, para uma das unidades de Reinserção Social (UMRS), o Degase.

O caso do adolescente, de 15 anos, levantou um debate acalorado no Rio de Janeiro. Ele foi preso com uma tranca de bicicleta, pelo pescoço, depois de ser agredido por um grupo de jovens – segundo ele, 30 pessoas, que chegaram ao local em motocicletas. Um dos agressores estaria com uma pistola, na versão do jovem.

O menor foi ajudado pela artista plástica Yvone Bezerra de Mello, que divulgou o caso e a foto na internet.
Na ocasião, o adolescente, que já tinha passagens na polícia por roubo e furto, foi levado com lesões corporais para o Hospital Souza Aguiar, no Centro, mas acabou fugindo da instituição. Depois, o jovem se apresentou espontaneamente a um abrigo da Prefeitura, no Centro, e também prestou depoimento à polícia.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) informou por meio de nota que o adolescente acorrentado no bairro do Flamengo permaneceu por 11 dias na rede acolhedora do município. O jovem deu entrada na Central de Recepção Carioca espontaneamente no dia 1º de fevereiro. Ele foi encaminhado para uma casa de recuperação, onde estava sendo montado um plano de desenvolvimento individual para a reinserção social, mas deixou o local no dia 11 de fevereiro.

‘Justiceiros’ detidos

Também no início de fevereiro, 14 homens foram detidos no Flamengo, suspeitos de agressão a moradores de rua. O adolescente foi levado à Delegacia do Catete, para fazer um reconhecimento por meio de fotos. No entanto, segundo a delegada responsável pelo caso, Monique Vidal, o jovem não identificou seus agressores em nenhuma das imagens.
Um dos detidos contou na 9ª DP (Catete) que são feitas convocações em uma comunidade no Facebook para que sejam realizados “patrulhamentos” contra assaltos na região.

Nos dias seguintes à sessão de agressões ao adolescente, outros grupos de “justiceiros” foram flagrados atuando no Flamengo e em outros bairros da Zona Sul. Um deles chegou a ser encaminhado para a 9ª DP (Catete), mas não foi confirmado que seriam os mesmos agressores do jovem.

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