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Brasil

Mesmo sem risco de surto, hospital age contra o ebola



Apesar de ser muito remota a chance de uma epidemia de ebola no Brasil, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, de São Paulo, referência em diagnóstico e tratamento de doenças infectocontagiosas, apresentou nesta sexta-feira orientações e um plano de contingência da doença a organizações não governamentais e entidades que trabalham diretamente com imigrantes.

Os refugiados ou imigrantes que chegarem dos países africanas com surto da doença (Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa) deverão ser acompanhados pelas entidades por 21 dias, com duas medições diárias da temperatura corpórea para a aferição de febre – principal sintoma da doença. Em caso positivo, o serviço de saúde deve ser acionado e notificar o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), da Secretaria de Saúde.

“A partir do momento em que o paciente cumpra os critérios de caso suspeito de ebola, nós vamos buscá-lo no local com um grupo de resgate de urgências do estado, preparado para resgatar pessoas com alto risco de transmissão no período da Copa (do Mundo)”, destacou a médica do CVE, Gizelda Katz.

“Nós aqui, internamente, vamos trabalhar com proteção máxima, com sala e antessala de isolamento. O equipamento médico consta de macacão fechado com gorro, duas luvas sobrepostas, duas botas sobrepostas, material impermeável, óculos, máscara e, por cima, um visor. Dessa forma a equipe está protegida”, ressaltou o diretor técnico do Hospital Emílio Ribas, o infectologista Luiz Carlos Pereira.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Medicina do Viajante daquele hospital, Jessé Reis Alves, o vírus só é transmitido quando a pessoa infectada está manifestando os sintomas da doença, o que facilita o controle da disseminação. Os sintomas podem aparecer até 21 dias após o contágio, mas normalmente se manifestam no sexto ou sétimo dia após a infecção. Como as fronteiras dos países onde há surto estão fechadas, e não há voos diretos para o Brasil, as chances de o vírus chegar ao país são remotas.

“Uma pessoa que vem da África para o Brasil gasta bastante tempo, pois não temos voos diretos para os países afetados. Quase todos os voos da Costa Oeste africana vão primeiro para África do Sul, e depois é que vêm para cá”, explicou.

Para a educadora Isabel Abalos, do Centro Social Nossa Senhora Aparecida, que recebe imigrantes africanos, havia dúvidas sobre como proceder com os casos suspeitos. “O que nos preocupava é que os africanos estão chegando ao Brasil, e eles transitam pela África; e a notícia estava avançando, o que nos deu essa motivação para pedir esclarecimentos ao Emílio Ribas”, disse. “Agora sei que posso telefonar e tenho de controlar a temperatura da pessoa”, acrescentou.

O ebola não é transmitido pelo ar e nem pela água. O contágio ocorre no contato com fluidos corporais da pessoa infectada. Além da febre, os sintomas são dores de cabeça, dores musculares, fraqueza, diarreia, vômitos, dores abdominais, perda de apetite e sinais de sangramento nas mucosas e nas fezes.

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