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São Paulo

Metrô demite 60, PM reprime protesto e a greve pega fogo



Cerca de 60 funcionários do Metrô foram demitidos por conta da greve que estabeleceu o caos na cidade de São Paulo. Segundo Jurandir Fernandes, secretário de Transportes Metropolitanos, as demissões ocorrem por justa causa e os afetados já estão sendo notificados.

“Iniciamos às 8h, estamos emitindo mais ou menos seis dezenas de demissões por justa causa, aqueles que já foram catalogados, com provas materiais de vandalismo, aqueles que barraram fisicamente, que incitaram a população a pular a catraca”, contou o secretário no Jornal da Manhã sobre quem são os dispensados do Metrô.

Uma manifestação no começo da manhã foi encerrada com u uso da força da Polícia Militar. Segundo os metroviários, depois do confronto com a Tropa de Choque, que lançou bombas de gás e balas de borracha, 13 grevistas ficaram detidos dentro da Estação Ana Rosa. Homens da PM fizeram um bloqueio em frente à entrada da estação. Mais cedo, os manifestantes também fizeram barricadas e queimaram lixo em frente à estação.

O presidente do Sindicato dos metroviários de São Paulo, Altino de Melo Prazeres, disse que eventuais demissões por parte do governo deverão “incendiar” o movimento grevista, que está de braços cruzados desde a última quinta-feira. “Ouvi dizer em 60 demissões. Se isso ocorrer, ao invés de melhorar vai é piorar a situação. Se confirmarem essas demissões, vai incendiar os trabalhadores”, disse.

Após serem expulsos no início da manhã da rua Vergueiro, em frente à estação Ana Rosa, os grevistas marcharam até a Praça da Sé, onde se encontraram com outros movimentos sociais, como sindicatos e o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). De lá, o grupo partiria para a sede da Secretaria do Transportes Metropolitanos, para tentar negociar com o secretário Jurandir Fernandes.

“Vamos atrás do governo para resolver o problema. Não queremos prorrogar o protesto até a Copa, essa nunca foi a nossa intenção. Agora resta saber se o governo quer negociar”, disse Altino. De acordo com o sindicalista, caso o governo ofereça uma proposta de aumento salarial em torno de 11%, essa proposta poderia até ser analisada pelo sindicato. A proposta atual do governo é de 8,7%.

Para o presidente do sindicato, tudo depende do governo para que a greve termine antes da Copa do Mundo, que terá a sua partida inicial em São Paulo, na próxima quinta. “Sou torcedor e não quero prejudicar a Copa. Gosto do Neymar, sou santista e torço para que dê tudo certo”, disse.

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