Sem rumo, Brasília afunda e arrasta Rollemberg junto

Novamente o Palácio do Buriti – ou o Governo de Brasília, como preferem os marqueteiros sucedidos por Hélio Doyle -, pulula nas matérias jornalísticas do início da semana. E, pior, uma cobertura amplamente desfavorável ao governador Rodrigo Rollemberg.

A combalida forma dos ocupantes dos cargos decisórios vem levando o Distrito Federal, e não só Brasília, a uma apreensão e insegurança jamais vistas, com lógicos reflexos políticos.

Ao centrar fogo, tornando prioridade a transformação do Hospital de Base em instituto – numa decisão muito mais de birra do que de gestão -, os administradores deixaram de lado o óbvio: a gestão de insumos.

O novo escândalo do uso de material proibido pela Anvisa mostra não só a má gestão, como uma gestão criminosa da rede pública de saúde. Como convencer os pais das crianças que morreram recentemente no HMIB, de que aqueles óbitos não decorreram do uso desses materiais?

Assusta a sociedade que medicamentos proibidos há mais de um mês e meio, ainda estejam em uso na rede pública de saúde gerida pelo atual governo. Mas há um receio maior. O que mais esse governo oculta da população? O que mais há de sórdido e de desidioso que ainda não tomamos conhecimento?

Buscando outro caminho para seu vacilante governo, Rollemberg, de um lado, abre mão de mais de 1,5 bilhão de reais em impostos para querosene de avião e outras benesses, enquanto, por outro lado, aumenta o IPTU em até 100%.

Como se tudo isso não fosse suficiente para demonstrar a absoluta incapacidade gestora do governador e de seu secretariado, vem a notícia de que o Distrito Federal perdeu 415 milhões de reais, destinados a melhorias do transporte público, porque não apresentou a documentação exigida para liberação da verba.

Andasse o chefe do Executivo e seus assessores diretos de ônibus e metrô, sem direito a “carro oficial”, jamais uma verba tão importante e volumosa assim seria perdida.

O distanciamento dos que decidem daqueles aos quais sua decisões se destinam é que possibilita esse tipo de irresponsabilidade gerencial.

Ainda temos um ano, seis meses e doze dias antes da posse de um novo governo em 1º de janeiro de 2019. Esperemos que, até lá, essa nau sem rumo em que foi transformada a capital da República sobreviva aos desmandos de uma gestão capitaneada por um timoneiro que tende a afogar-se numa torrente de rejeição na próxima eleição.

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