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Veículos

Novo Edge, com versão topo Titanium, é um monstro que esbanja tecnologia



Nossa geração é fanática por tecnologia. A muvuca nas lojas da Apple em dia de lançamento do iPhone (e olha que eles fazem um novo a cada seis meses) é a adaptação moderna e mais chata dos aniversários dos Supermercados Guanabara no Rio de Janeiro, ou a carinhosa disputa pelo bolo gigante na comemoração da fundação de São Paulo.

Bem ou mal, o mercado automotivo nacional demorou a entrar nessa onda. Há alguns anos bastava uma central multimídia mais completa, uma câmera de ré útil e pronto: a ânsia do consumidor pelos gadgets estava contornada. Isso não existe mais.

E a Ford sacou tal mudança. Como fazer com que a nova geração do Edge, que chega ao Brasil apenas na versão de topo Titanium por R$ 229.900, se coloque em pé de igualdade contra rivais mais luxuosos como Range Rover Evoque, BMW X3 e Audi Q5? Simples, transformar o SUV de 4,78 m de comprimento e duas toneladas em um monstro hi-tech.

A primeira amostra futurista está no design. Esqueça as linhas datadas e cheias de cromados da geração anterior. Mais sóbrio e bonito, o novo Edge traz larga grade hexagonal – linguagem característica dos novos Ford –, capô com vincos marcantes e faróis com desenho mais retangular.

Mas o que realmente vai fazer você soltar um palavrão é a traseira: as novas lanternas são ligadas por um filete de led que corta toda a tampa do porta-malas. O interior, mais bem acabado, se aproxima do irmão Fusion e conta com tela de LCD no lugar do painel de instrumentos, além de nova central multimídia de 8’’ com o Sync 2 – a terceira geração do sistema, prometida pela Ford, não ficou pronta a tempo.

O segundo passo é a transição para a moderna plataforma CD4, a mesma usada no novo Fusion. A mudança possibilitou que o SUV crescesse 10 cm no comprimento, 3 cm no entre-eixos (2,85 m no total) e 4 cm na altura (1,74 m), criando um espaço de duplex para os passageiros no banco de trás. O ponto negativo é que o do meio fica com as pernas um pouco menos folgadas pelo túnel alto e o console central.

A terceira e última tática foi transformar a lista de equipamentos em uma Bíblia. Oito air bags (frontais, laterais, de cortina e de joelhos), cintos traseiros laterais infláveis, câmera frontal com visão 180º (a imagem aparece na tela multimídia e facilita muito a vida em saídas de vagas e garagem), piloto automático adaptativo, alerta de colisão, sistema de permanência em faixa, monitoramento de ponto cego, sistema de estacionamento automático, abertura inteligente do porta-malas e chave que limita velocidade e volume do áudio…

O novo Edge é uma sinfonia de informações sonoras. Os sistemas semiautônomos ajudam e impressionam bastante, mas confessamos que vai levar um tempo até você se acostumar com todos eles – ou descobrir todas as suas funções.

Na contramão de tais mudanças a Ford decidiu ser conservadora na mecânica. A transmissão continua sendo a automática de seis marchas, mas agora traz borboletas atrás do volante. Aliado ao já conhecido V6 3.5, de 284 cv e 34,7 mkgf de torque, o desempenho é honesto: não decepciona, mas também fica longe de empolgar. A tração integral e a meia dúzia de babás eletrônicas ajudam a segurar o monstro dentro da jaula nas curvas.

Não é oficial, mas a decisão por não trazer o motor Ecoboost, oferecido lá fora nas configurações 2.0 e 2.7, passa diretamente por não inflar ainda mais o preço de um modelo que já sofre com a alta do dólar e o imposto de importação, já que vem do Canadá. Sendo assim, melhor investir pelo menos em tecnologia. É o que o povo quer.

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