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Brasil

Pancadaria e uso de gás marcam o ato dos cariocas



Mais de 500 pessoas se concentraram no início da tarde deste domingo 13 na Praça Saens Pena, no Rio, de onde saíram em passeata em direção ao Maracanã – que sediou a partida final da Copa da Fifa. No trajeto, pancadaria. E prisões.

A manifestação, que já ganhava novos seguidores, foi dispersada por policiais com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral. O grupo gritava palavras de ordem contra os 26 mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça no sábado contra ativistas e pedia liberdade de manifestação.

Eles foram acompanhados por um grande contingente da Polícia Militar. A duas quadras da praça, na rua Conde de Bonfim, foram impedidos de continuar. Quando voltaram, a confusão aumentou e quatro pessoas foram detidas e levadas para a 21ª DP. Ao menos 11 pessoas sofreram ferimentos.

A cada nova tentativa de saída dos manifestantes, houve mais bombas. A cavalaria da PM também foi acionada, e os policiais chegaram a desembainhar as espadas para dispersar os manifestantes.

Segundo socorristas voluntários, foi atendido um policial com dedo quebrado, um rapaz que teve um dente quebrado, um manifestante com uma lesão na costela e outro com suspeita de braço quebrado. Um fotógrafo foi ferido na barriga e nas costas com estilhaços de bomba de efeito moral.

Além deles, o fotógrafo peruano Boris Mercado, 25,  que veio ao Brasil especialmente para cobrir a Copa, acabou jogado no chão por PMs ao tentar fotografar a polícia agredindo os manifestantes. Ele chegou a ser detido e foi liberado após dizer que era repórter.

“É triste ver a polícia reprimir comunicadores, que são observadores, nada mais. Usam a violência como primeira ferramenta”, afirmou.

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