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Presos suspeitos de esquema de extorsão de prostituição

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Seis pessoas foram presas, na manhã desta quarta-feira (30), durante operação da Polícia Civil para desarticular uma quadrilha envolvida em um esquema de extorsão de prostituição. Todos atuavam na segurança e administração de 92 salas que serviam de prostíbulos dentro de um prédio na Avenida Amaral Peixoto, em Niterói, na Região Metropolitana, onde também funcionava uma Caixa Econômica Federal. Contra eles foram cumpridos mandados de prisão temporária, expedidos pela Justiça.

A ação chamada de Caixa II foi desencadeada por policiais da 76ª DP (Niterói). De acordo com o delegado Glaucio Paes, a investigação começou em 2012. Em maio deste ano, policiais realizaram uma operação dentro do edifício para identificar quantos prostíbulos funcionavam nos quatro andares do local. Ainda segundo Glaucio, durante toda a investigação, o síndico do prédio, identificado como Orlando das Chagas, de 55 anos, foi o único que não procurou a polícia para saber o que estava acontecendo. O delegado acredita que, ao saber que seria preso, Orlando saiu do cargo e nomeou outro: Paulo Roberto dos Santos, que foi preso. O ex-síndico é considerado foragido.

Dois policiais também foram detidos na ação da Polícia Civil. O ex-PM Flávio da Silva, de 50 anos, e o ex-policial civil Robson de Souza Silva, de 53, eram os líderes da quadrilha, segundo as investigações, sendo responsáveis pela segurança e ameaças aos que descumpriam as ordens estabelecidas. Outro preso foi Anderson Cruz da Silva, de 38 anos, que atuava como uma espécie de corretor de imóveis, já que ele apresentava os locais para a realização dos serviços das garotas de programa. Além dele, a polícia prendeu Wiliam Antenuzi da Silva, de 23, que fazia cobrança, e outro homem.

A prisão dos suspeitos foi feita em Niterói e Maricá. Segundo o delegado, o negócio lucrava quase R$ 200 mil por mês. Eles obrigavam as vítimas, mediante ameaças de agressão, a pagar o valor de R$ 70 para continuar a trabalhar no local.

“Segundo nossas investigações, o responsável por cada sala do prédio tinha que pagar R$ 70 para a quadrilha. Isso dá por mês aproximadamente R$ 200 mil. As investigações continuam até que consigamos acabar definitivamente com a exploração sexual dentro do prédio”, afirmou.

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