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PT e PMDB de Brasília trocam farpas; racha entra na ordem do dia

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A sete meses das eleições de outubro, o PT e o PMDB nacional trocam farpas e mantêm uma relação menos amistosa que em 2010, quando se uniram para manter o Palácio do Planalto sob o manto petista. Porém, a crise que ocorre na aliança agora já rondou o Distrito Federal antes. Mais especificamente o Palácio do Buriti.

Há rusgas na parceria, com o indicativo de um possível rompimento. Agnelo Queiroz teria até o mês de abril, como prazo, para deslanchar sua gestão. Caso contrário, cada partido tomaria seu rumo.

Petistas, porém, acreditam que a turbulência já foi superada. No entanto, há quem aposte que Agnelo e sua trupe vermelha estejam “pisando em ovos” para tratar com o PMDB, do vice Tadeu Filippelli. Outros afirmam que acordos não foram cumpridos e mais do que isso: peemedebistas estão sendo humilhados.

Um interlocutor das entranhas do PT brasiliense garante que a paz reina na aliança. Para minimizar um possível clima de receios, chega compará-la a um casamento. Segundo esse petista, há insatisfações naturais, pontuais, que se resolvem com dialogo. Afirma ainda que a relação já dura mais de três anos, e por isso é natural que exista necessidade de ajuste como em todo relacionamento.

No entendimento desse petista, resta aos lados cederem para dar certo. Em relação ao reflexo que a crise Dilma/Temer poderia ter no DF, ele acha improvável. “Não reflete intensamente nos Estados porque ela tem endereço certo e se resolve até domingo”, acredita.

– Depois todos estarão se beijando e se amando novamente. É como um casamento, avalia o interlocutor.
A cumplicidade pode até existir. Mas o clima se restringe ao Executivo. Quando se atravessa o Eixo Monumental, os incômodos e as insatisfações são latentes e expostas. Fontes de dentro da Câmara Legislativa garantem que o PT não tem cumprido acordos com o PMDB. Discípulos de Filippelli reclamam da falta de espaço nas ações e decisões políticas. “Tudo tem ônus e bônus. A gente está só com o ônus”, diz um peemedebista.

A falta de respeito do PT com os peemedebistas pôde ser identificado alguns dias atrás. O deputado distrital Wellington Luiz (PMDB) tinha conseguido a nomeação em sete cargos nas administrações regionais. Porém, no dia seguinte, todos foram tornados sem efeito. Como justificativa, o parlamentar foi informado que os tais cargos iriam para outro colega do PT. A mesma situação ocorreu com o deputado Robério Negreiros, mas em menor proporção: foram dois cargos.

– É humilhação, disparou um distrital.

Em almoços de políticos, parlamentares não têm sido convidados. Acredita-se que o motivo é um só: o governo sabe de todos os constrangimentos que o PT tem causado ao PMDB e tem evitado ao máximo esses encontros. “Eles estão com vergonha”, sustenta um proeminente observador da cena política.

Outubro está chegando e os ajustes entre os dois partidos que comandam o DF parecem mais complexos do que acreditam seus componentes. É bom lembrar, como enfatiza um prócer do PMDB, que alianças políticas não resistem apenas com otimismo, mas de acordos cumpridos também.

Elton Santos, Repórter Especial

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