'Essa rua é minha'

Quem no Detran faz o papel de protetor da Protege?

Foto: Paulo Henrique Arcanjo

Bartô Granja

Águas Claras, Brasília, pouco antes das 16 horas desta terça-feira, 12. Na altura do supermercado Super Maia, na Araucárias, principal avenida da cidade, um carro de transporte de valores da Protege chama a atenção.

Calma, não foi assalto, muito menos acidente. Simplesmente o veículo parou na via enquanto homens armados recolhiam a ‘féria do dia’ daquele estabelecimento.

Nenhuma sinalização, nenhum cone, nenhum pisca-alerta. O carro-forte simplesmente parou e pronto, como se fosse dono do pedaço. E por lá ficou por mais de 20 minutos, atrapalhando o trânsito, sem ser incomodado por nenhuma viatura do Detran ou do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar.

‘Protege é estar sempre à frente, em todos os lugares’, diz a apresentação da empresa em sua página na internet.  ‘É mais do que estar preparado; é ser preparado.’. Quem presenciou esse absurdo – como o motorista Paulo Henrique Arcanjo, que enviou a imagem para a redação de Notibras – se pergunta que proteção é essa?

Se ser Protege “é mais que seguir um exemplo. É se tornar um. É mais do que superar obstáculos. É superar a si mesmo. É mais do que liderar. É saber servir. É mais que uma atitude. É um estilo de vida”, alguém deve explicações à sociedade.

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