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Semana da Moda de Nova York volta sem grandes marcas



Jennie Matthew

A Nova York Fashion Week começou na quinta, 9, e vai até o próximo dia 16, mas a maior novidade que ela traz não é uma modinha do momento, mas sim sua configuração. A semana está mais enxuta do que nunca, após a saída de grandes marcas como Vera Wang e Hood by Air, e também mais política, por causa do novo presidente Donald Trump.

Mais de 230 mil pessoas desembarcaram na maior cidade dos Estados Unidos para o evento que acontece duas vezes ao ano e conta com centenas de desfiles, negócios e festas que alcançam a casa dos 900 milhões de dólares.

Duas estreias irão agitar Nova York esta semana. A mais esperada delas foi a do belga Raf Simons na direção criativa da Calvin Klein na sexta, 10. O dominicado Fernando García e sua esposa, a coreana Laura Kim, fazem seu début como estilistas da Oscar de la Renta no dia 13.

O rapper Kanye West deve voltar para a esfera pública em um desfile da Yeezy no dia 15, no qual tentará se recuperar da desastrosa apresentação sob o escaldante sol de setembro na qual modelos desmaiaram. Ele está longe dos holofotes desde novembro do ano passado, quando teve um colapso nervoso.

Porém, as baixas são maiores que os ganhos. Tommy Hilfiger, a marca multimilionária conhecida por seus desfiles teatrais, liderou o movimento migratório para Los Angeles, apresentando sua segunda coleção cápsula em parceria com a modelo Gigi Hadid na quarta, 8, em Venice Beach.

Também foram para a Costa Oeste as marcas Rachel Comey, Rachel Zoe e Rebecca Minkoff. A francesa Dior irá apresentar sua coleção resort em Los Angeles em maio.

E a semana será turbulenta: a Big Apple, assim como resto dos Estados Unidos , está amarda contra a presidência Trump e a política será o plano de fundo das passarelas. Muitos designers assistiram aos protestos anti-Trump em Nova York e Washington em 21 de janeiro, o dia seguinte da posse do novo presidente.

O Conselho de Estilistas de Moda de Estados Unidos se uniu à Organização Planned Parenthood para distribuir panfletos rosas com escritos garrafais: “A moda defende a maternidade planejada”. Os congressistas repúblicanos estão determinados a retirar o financiamento do serviço de saúde que recebeu mais de 550 milhões de dólares do governo em 2014, cerca de metade de sua receita total. Mais de 40 marcas saíram em defesa da organização, incluindo Diane von Furstenberg, Public School, Mara Hoffman, Tory Burch e Zac Posen.

O see now/buy now ficou para escanteio. A revolução de consumo que Tommy Hilfiger e um punhado de outras marcas trouxeram ano passado – apresentando roupas para a estação do momento e não para dali a seis meses – parece ter estacionado. Pelo menos por agora.

“O mais decepcionante da moda hoje é que há tanta coisa acontecendo”, disse a estilista Carly Cushnie, da Cushine et Ochs, em um evento no Fashion Institute of Technology. “Era melhor quando estavamos todos juntos, em um mesmo calendário”.

Alguns se perguntam inclusive se a semana de moda sobreviverá em seu atual formato. A internet, transmissões ao vivo e apelos diretos aos consumidores que sugerem que o velho calendário foi lapidado.

“A indústria da moda debate como deve funcionar na nova era digital e no mundo superpovoado de varejo”, disse Christina Binkley, ex-colunista de moda do The Wall Street Journal.

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