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Eleições 2014

TRE fecha gráfica ligada à campanha de Pezão por suspeita de fraude



O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) interditou na sexta-feira (8) uma gráfica suspeita de participação em um esquema de desvio de dinheiro público para elaboração da propaganda de candidatos governistas da coligação “O Rio” em 1º Lugar, que apoia a campanha à reeleição de Luiz Fernando Pezão (PMDB). De acordo com tribunal, a empresa produzia material gráfico do candidato e declarou que funcionava onde existe um salão de beleza, como publicou o jornal O Globo. Nesta segunda-feira (11), Pezão se defendeu sobre o suposto envolvimento em irregularides, durante evento de campanha em Deodoro, no Subúrbio.

“Eu segui estritamente o que manda a lei. A gente contrata empresas que estão com a regularidade fiscal comprovada. Tinham um preço bom e nós seguimos e que determina a lei. Todos os nossos fornecedores e doadores estão disponíveis para o TSE e para o TRE. Agora, se [a gráfica citada] deu o endereço errado, é problema da Receita Federal”, argumentou.

Segundo as investigações do TRE, a gráfica High Level Signs teria um endereço diferente do fornecido à Receita Federal e elaboraria um montante de panfletos e placas desproporcional ao declarado. No endereço declarado, a Rua Vinte e Quatro de Maio, 1.345, funciona o salão de beleza Chaplin, suspeito de atuar como “laranja”.
Na sexta, a equipe de fiscalização apreendeu R$28 mil, oito computadores e documentos na gráfica. No local, os fiscais apreenderam materiais de campanha de candidatos do PMDB, PEM, PT do B e PSDB.

Em parte do material, constava um registro de CNPJ de um salão de beleza chamado Chaplin, que fica próximo à empresa. A gráfica aparece como beneficiária em, pelo menos, 11 boletos bancários de pagamentos emitidos pela Secretaria Estadual da Casa Civil, que totalizam R$340 mil.

O TRE vai pedir ao Ministério Publico Eleitoral que investique se Luiz Fernando Pezão e os outros candidatos que teriam envolvimento com o caso declararam na prestação de contas uma quantidade de material de campanha inferior ao que era impresso.

A Secretaria Estadual da Casa Civil informou que as contratações das agências de publicidade que atendem ao governo obedecem a critérios estabelecidos por lei.

O PMDB e o PEM informaram que não vão se pronunciar sobre o caso e que cada candidato que produzou material na gráfica mostrada na reportagem poderá dar sua explicação.

O PSDB disse que não foi notoficado oficialmente.

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