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Brasil

Três e 11, de Pedro a delatores, passando por Goebbels. E Dilma…



Três vezes. Esse é o número máximo para casos de negação autorizados pela Bíblia. Pedro que o diga. A partir daí, mesmo mentiras passam repetidas a ser coroadas como verdades. Joseph Goebbels que o diga. E a citação do nome de Dilma 11 vezes, como negar?

Quem se referiu à presidente vezes sem conta que fazem lembrar dois pauzinhos na vertical disse foram Alberto Yousseff e Paulo Roberto Costa, em sua delação premiada na operação Lava Jato. A presidente fará como o apóstolo que negou Cristo? A teoria do ministro de Hitler vai vencer pelo cansaço? Como a CPI da Petrobras vai encarar essa nova informação, veiculada pelo Uol nesta quarta-feira 10?

O doleiro Yousseff e o ex-diretor da Petrobras Costa se referiram à presidente da República 11 vezes, nos 190 depoimentos prestados à Polícia Federal e ao Ministério Público. E por muito menos do que isso, deputados e sendores foram parar na lista de Rodrigo Janot.

As declarações dos dois delatores envolvem dinheiro sujo para beneficiar Dilma, informa o Uol. O ponto culminante das declarações a respeito da presidente – de que R$ 2 milhões do esquema de propinas da Petrobras teriam sido canalizados para sua campanha presidencial de 2010— foi foco de contradição entre Costa e Youssef.

Mas teve mais dinheiro. Foi o que garantiu o ex-gerente Pedro Barusco, ao depor na terça 10 na CPI da Petrobras.  O próprio Barusco se encarregou de mandar 300 mil reais para a campanha de Dilma.

Nos casos específicos de Yousseff e Costa, o diretor  disse que recebeu do doleiro um pedido de R$ 2 milhões em nome do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.

Já o doleiro disse que a solicitação não ocorreu, e que a afirmação de Costa “não é verdadeira”. Mais adiante, Youssef acrescenta que Costa “pode ter se confundido sobre esse ponto”.

Após analisar o conjunto de referências sobre a presidente à disposição da Procuradoria Geral da República, o procurador-geral decidiu não abrir nenhuma investigação sobre Dilma. Janot alegou estar impossibilitado, pela Constituição, de investigar Dilma acerca do escândalo na Petrobras.

Em defesa de Dilma saiu o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que, em entrevista coletiva, afirmou que além da vedação constitucional não havia elementos mínimos para investigá-la.

As delações são, até aqui, as principais provas anexadas aos inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal a respeito de parlamentares federais com foro privilegiado. Mas a bomba pode ser maior e explodir para os lados do Palácio do Planalto.

Da Redação com Agências

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